|uma vez mais, Itália|

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Olhar para imagens como estas é viajar. viajar sem sair do lugar.

idealizar a bagagem, os mapas e os roteiros. e partir.

procurar novos retiros, novas culturas, novas tradições, novos conceitos.

e cultivar sempre a alma errante que a todos nos assiste [nem que seja apenas do tamanho de uma noz].

[dava um dedo mindinho para conhecer este espaço fantástico]

 

>> Créditos | Casal Mistério

|memória de elefante|

e de como esta constatação me deixou a hiperventilar…

como poderá ser possível ter memórias tão reais, tão presentes, tão vívidas, de uma altura em que eu tinha apenas 4 anos??? [ou a dias de fazer 4 anos]

lembro-me do jardim, lembro-me da mão do meu avô na minha, lembro-me da roupa de lã e do cachecol. lembro-me da boina do meu avô. lembro-me perfeitamente que estava frio, que seria outono ou inverno. lembro-me do pin no casaco da minha tia. lembro-me dos slogans que se gritavam na rua. lembro-me dos cartazes de apoio numa altura em que eu ainda nem sabia ler. lembro-me das cores, principalmente do amarelo.

lembro-me perfeitamente do combate dos dois políticos na segunda volta das eleições presidenciais de 86. lembro-me do candidato que o meu avô e os meus pais apoiavam. lembro-me de termos ido depois de almoço à escola – que um dia viria a ser a minha – para votar.

confrontada com a história, era impossível estar a falar de algo que aconteceu em 86. impossível tendo por base os registos da minha memória.

mas, se prestar bem atenção, o meu avô faleceu em 88, logo não haverá qualquer hipótese de isto ter acontecido noutro ano que não aquele.

até porque os factos não mentem, os registos estão lá, e a wikipédia, juntamente com todos os registos noticiosos, o confirmam.

certamente, terá sido um dia marcante para mim. talvez mesmo o meu primeiro contacto com a cidadania, não sei [pois isto já sou eu a especular].

até que ponto poderei confiar na minha memória? não terei eu confundido as imagens, criado uma espécie de associação entre os diferentes elementos, construindo uma nova realidade?

parece impossível, pois ainda sinto o calor da mão do meu avô na minha mão.

|com o fim de semana debaixo d’olho|

planear não-fazer-nada

organizar o fim de semana de forma a que possa não fazer nada [e ficar bem com isso] em algum momento destes dois dias.

dêem-me menos 5 graus C, a lareira acesa, a manta e um copo de vinho tinto.

e esta música.

e começaremos bem o fim de semana ;)

|empurrar com a barriga|

adiar, adiar e continuar a adiar.

adiar falar sobre as coisas que não gostamos de falar.

empurrar para algures no tempo onde possa ser menos importante. empurrar para algures no tempo onde não custe [ou custe menos um pouquinho]

brincar com as palavras, rir das situações, levar a vida atrás de uma máscara que nos permite ser aquilo que queremos e adiar ser aquilo que não queremos.

empurrar com a barriga sempre que algo nos aborrece, sempre que algo nos atormenta. empurrar e enfiar dentro de caixas com fechos apertados, sem brechas para espreitar. empurrar para um momento no tempo onde já não faça sentido e quando já não nos atormente.

adiar a dor para viver o momento. para gozar dos dias mais felizes. para viver das pequenas conquistas. para viver dos pequenos gestos de quem nos está próximo.

adiar a dor de cabeça, a indisposição, o mau feitio e ser feliz porque se fez alguém feliz.

empurrar com a barriga acaba por ser isto. adiar o que não gostamos, afastar as nuvens negras e aproveitar que o sol brilha lá fora sem pensar que amanhã irá chover torrencialmente… [who cares?!]

1952

 

>> Créditos | Imagens | Pinterest

|mudava-me hoje mesmo|

para uma casa com uma sala assim…

Emily-Henderson-Mid-Century-Modern-Leather-Blue

descobri o blog da Emily Henderson por mero acaso, numa divagação pela internet fora…

fiquei mais de uma hora para trás e para a frente, a conhecer melhor todos os seus projetos. dela e da sua equipa.

a estética, o conceito, a boa energia que as imagens emanam são qualquer coisa!

apresentam-se como uma equipa de design/stylists especializados em combinações eclécticas com orçamentos moderados

DESIGN PHILOSOPHY

I believe a room is soulless without something that is vintage or antique. I believe an object or piece of furniture should be either functional, beautiful, or sentimental and if can be all three then that is design magic. I believe that comfort comes first, but style is a close second. I believe a home should look like the person that inhabits it, not a catalog, not what you think others would like — but really, truly like you. I believe that a perfect house is like a perfect person; no one really wants to be around them and everyone secretly hates them. Be the weird person. Be the interesting person, the person that sometimes says inappropriate things or laughs too loud at jokes, and have your home reflect who you are.

 

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Emily-Henderson-Mid-Century-Modern-Leather-Blue-String-Art

Emily-Henderson-Mid-Century-Modern-Leather-Bench-Seat-Pillows

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Emily-Henderson-Living-Room-Blue-Pink-Mid-Century-Modern-Tree

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|Sabiá|

A letra é de Chico Buarque com música de Tom Jobim [e há até quem diga que este acrescentou dois versos que se encontram gravados numa outra versão].

Foi apresentada em Setembro de 1968, tendo sido bastante criticada na altura.

Aqui surge na voz de Carminho e António Zambujo, com arranjos musicais de Jacques Morelenbaum, no Prémio da Música Brasileira 2013.

Hoje estarei na companhia destes senhores…