|just to say hi|

A época clama por uma presença efetiva, por uma proximidade física, por um contacto real.

Por aqui ainda nos estamos a organizar de forma a poder dar o melhor presente de todos – uma atenção total e totalmente despretensiosa.

ainda luto com os horários, com a gestão do tempo.

ainda luto para me organizar e daí poder dar o melhor de mim.

[não que tenha muito que fazer, mas porque tenho de gerir o cansaço e a vontade de não fazer nada]

enquanto isso, tento manter-me na melhor companhia…

 

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MAIS DE 1.000 LIVROS LUMINOSOS FAZEM FESTA DE NATAL DO BAIRRO

soni:

Das coisas boas desta vida!
E as quais merecem toda a partilha e mais alguma ;)

Originally posted on Bairro dos Livros:

lionesa bairro dos livros letras de luz

INSTALAÇÃO DO BAIRRO DOS LIVROS INAUGURA ESTE SÁBADO

NO PRIMEIRO FIM-DE-SEMANA DE DEZEMBRO, O BAIRRO DOS LIVROS INAUGURA “LETRAS DE LUZ”, UMA INSTALAÇÃO LUMINOSA FEITA COM MAIS DE 1.000 LIVROS NO SEU NOVO ESPAÇO NA LIONESA. A ENTRADA É GRATUITA.

DOIS CORREDORES DE LIVROS LUMINOSOS

São mais de 1.000 livros iluminados e ocupam os dois corredores centrais de espaço da Lionesa, para acompanhar os leitores que estejam de visita. A instalação artística, criada pela artista plástica Catarina Rocha a partir de volumes cedidos pelo Banco Alimentar ao projecto do Bairro dos Livros, desenha um percurso simbólico de leituras no espaço da Lionesa, em Matosinhos. A obra de arte, que é possível visitar gratuitamente, inaugura a partir das 16h30, e assinala o arranque das comemorações de Natal do Bairro dos Livros com uma mensagem importante: os livros iluminam o mundo.

A matéria-prima da instalação resulta do apoio por parte…

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|a vida dos outros|

ou o lado “voyeurista” que nos assiste

é comum ir na estrada, a conduzir, no meio do trânsito, e olhar para os outros carros. olhar para quem vai lá dentro. perscrutar as suas expressões e adivinhar-lhes as conversas. adivinhar-lhes o destino ou a origem. adivinhar-lhes os pensamentos e as preocupações.

é comum ir na rua e reparar nas luzes acesas nas janelas dos prédios onde passo. perceber os movimentos, as presenças, as rotinas. perceber as comemorações, os momentos de aconchego e de relaxamento. perceber toda uma dinâmica de famílias para as quais criamos estórias ímpares. fazer das pessoas que trabalham no prédio em frente ou moram no prédio do outro lado da rua personagens de uma novela da qual somos os únicos argumentistas.

é comum caminhar na rua e analisar os passos de quem segue à minha frente. analisar a cadência dos movimentos. será que se atrasou para o comboio ou apenas tem alguém importante à espera? será que está de visita ou está apenas à espera de alguém? analisar o individuo, o par ou o grupo que se desloca pela cidade, que para junto de uma esquina e que comenta a vida, as notícias ou a novela de ontem.

de “voyeuristas” todos temos um pouco e à custa disso nos detemos a fazer filmes, a criar personagens, a dar vida a estórias que apenas existem na nossa mente.

há quem faça isto apenas com o olhar.

e depois há quem registe em fotografia, lhe atribua uma descrição e a partilhe nas redes sociais – We Never Met

we-never-met-

Whenever he’s feeling blue, he’ll enter a cheese shop and say “surprise me”.

we-never-met-couple

“She reads his horoscope to him everyday, only instead of Aries, she reads Scorpio. It’s just more like him.”

we-never-met-photo-instagram

“She’s not ironic. She’s just so aggressive people assume she’s kidding.”

we-never-met-airport

“Bruno. She simply won’t travel without him. You can’t see him here though, Bruno was in the bathroom.”

[há projetos assim, que dão vida ao que nos passa pela cabeça]

 

 

|pessoas diretas, frontais e desbocadas|

[ou dos Pretos, dos Brancos e dos Cinzentos desta vida]

todos somos frontais, todos somos diretos, todos gostamos de dizer aquilo que pensamos.

uns mais ponderados do que outros, todos lá vamos dizendo que somos “pessoas frontais”, que gostamos de “frontalidade”, que gostamos de quem diz o que pensa e não se fica por meias tintas, a aguardar a opinião dos outros, e evitando tomar posição de forma a não se comprometer.

vemos exemplos destes no dia a dia. na rua, no metro e na comunicação social.

para muitos é uma virtude, uma qualidade.

para outros, apenas um traço de personalidade.

depois, vêm os “politicamente corretos”, quase que em oposição aos “frontais”; aqueles que dizem apenas na medida certa da ocasião, aqueles que dizem “nim” quando não querem dizer que não ou que sim.

para os “frontais” os “politicamente corretos” são os cinzentos desta vida. são aqueles que não são carne nem peixe. são aqueles que não dizem nem deixam de dizer. gostam de posições neutras, gostam da sombra, do backstage. não gostam de holofotes, não gostam de polémicas, não gostam de ruído nem de situações inusitadas.

mas os “politicamente corretos” também podem ser vistos como os “ponderados”, como aqueles que medem as palavras e as consequências das mesmas, como aqueles para quem a liberdade termina onde termina o seu nariz.

já os “frontais” podem ser vistos como impulsivos e, até mesmo, auto-destrutivos.

dizer o que se pensa quando se tem um determinado estatuto na sociedade a que se pertence, quando se tem já uma idade respeitável e quando, aparentemente, não há nada a ganhar, para mim, não é sinal de audacidade, de frontalidade ou tão-pouco de arrojo. dizer o que se pensa, pondo em causa a estrutura de um partido ou de uma instituição, questionando determinados pressupostos e fazendo uso do estatuto granjeado na cena política nacional e mundial, pode ser apenas sinal de falta de lucidez, de busca pelo protoganismo, de fascínio pelos holofotes. mesmo que seja aos 90 anos. para mim, talvez seja apenas sinal de falta de bom senso, de algum flash de senilidade, de alguma falta de ponderação.

a idade, supostamente, suaviza as arestas; traz-nos paz de espírito, moderação e ponderação. traz-nos também alguma clareza de espírito e alguma liberdade para dizer o que pensamos, para dizer o que sentimos, para defendermos o que acreditamos. na medida certa, na medida em que não coloque em causa todos os valores que fomos defendendo ao longo dos anos.

quase como que a pedra de gelo no copo de whisky – duas pedras de gelo num copo com três dedos de bebida poderá ser o ideal; mais meia pedra que seja, diluirá o líquido e fará com que perca as qualidades que os anos de envelhecimento em cascos de nobre carvalho lhe conferiram.

no teatro é comum dizer-se “sai de cena quem não é de cena”, e nunca nada me pareceu tão apropriado aos dramas da cena pública/política atual como as expressões do mundo do teatro.

[às vezes aprendemos isto da pior forma possível; mas o importante é aprender]

|agora que já quase ninguém quer saber disto|

faz algum sentido refletir sobre a detenção [preventiva] de um ex-primeiro ministro.

o tema criou celeuma mesmo por aqui. as discussões foram mais que muitas, foram exaustivas e sem nunca conduzir a lado nenhum.

a verdade é que estamos todos no domínio do “achómetro”.

aqui poderemos sempre considerar diversas dimensões do caso – a comunicação social, a atuação da justiça e a democracia.

quanto ao trabalho da comunicação social, percebo o “circo” e o aparato em torno do mesmo [do caso e da chegada ao aeroporto e tudo o mais] … tal como li em diversos sítios, o mesmo reconhecimento que levou alguém a ser aclamado pelo povo, facilmente se inverte e leva a que o mesmo se converta em condenação em praça pública. quanto ao acesso [privilegiado] que alguns órgãos de comunicação tiveram em relação aos primeiros contornos do caso, não é nada de novo… desde tempos dos quais não há memória que a informação chegou até aos jornalistas por vias questionáveis e graças a relações ainda mais questionáveis. nada de novo, por conseguinte. já o tratamento que cada órgão de comunicação faz da informação que lhe chega, isso sim, será questionável. daí termos os chamados “jornais de referência” e os jornais do tipo “pasquim”.

se gosto da forma “espetacular” como foi feito o acompanhamento? não, não gosto. mas percebo e acredito que não influencie a atuação da justiça, mesmo que propicie a criação de duas figuras antagónicas: os defensores de Sócrates, que acreditam piamente na sua inocência e aclamam a sua honestidade, e os acusadores, se assim se pode dizer, que já o terão condenado em tempos e que apenas esperam por uma oportunidade para uma condenação efectiva.

em tempos, acreditei no eloquência de José Sócrates, acreditei que poderia marcar a diferença na forma de fazer política em Portugal. esta “crença” não durou nem quatro anos, pois na minha mente construiu-se a imagem de um déspota.

quanto à atuação da justiça, é talvez o ponto sobre o qual tenho mais reservas. apesar de não serem conhecidas as razões que levaram à medida de coação adotada, e que se encontra devidamente protegida pela lei, acho [e mais uma vez o achómetro a funcionar] que quem assim o decidiu terá fortes indícios para assim ter procedido. Convém-me que assim seja pois não quero acreditar que isto está ao nível de alguns países das arábias, onde poderemos ser presos sem sequer sabermos bem o porquê.

quanto à democracia em Portugal, não acredito que esteja sequer posta em causa. a política – ou melhor, os políticos – esses sim, poderão ver a sua imagem colocada em causa… aliás, há muito que o povo olha para os políticos com descrédito, achando que é “tudo farinha do mesmo saco”… esperemos que assim não o seja e que isto não seja um caso que prove que uns são mais iguais que os outros.

sendo adepta de diversas teorias da conspiração, consigo encontrar aqui diversas teorias que poderiam conduzir a cabalas, a meros bodes expiatórios… no entanto, considero a situação grave de mais para especular.

não gosto da figura, da personagem em causa, mas acredito que deve ter acesso a um tratamento justo, a um processo isento de pressões, de vontades individuais… será difícil ser tratado como um comum mortal, na medida que ocupou um lugar de destaque na cena política nacional, europeia e [mesmo] mundial.

todo este caso desperta em mim posições contraditórias. gostava que a justiça não se tivesse enganado e todas as decisões tomadas não fossem abusivas. no entanto, preferia que não fosse verdade pois seria mau de mais termos um ex-primeiro ministro envolvido num caso tão pitoresco como este.

|uma vez mais, Itália|

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Olhar para imagens como estas é viajar. viajar sem sair do lugar.

idealizar a bagagem, os mapas e os roteiros. e partir.

procurar novos retiros, novas culturas, novas tradições, novos conceitos.

e cultivar sempre a alma errante que a todos nos assiste [nem que seja apenas do tamanho de uma noz].

[dava um dedo mindinho para conhecer este espaço fantástico]

 

>> Créditos | Casal Mistério