|do orgulho que não se mede em palavras|

[nem em prémios, menções ou reconhecimentos]

ao longo dos anos tenho tido o prazer de me fazer rodear de pessoas tão especiais, tão geniais e tão únicas que me fazem sentir orgulho a cada um dos seus feitos.

somos todas muito diferentes, quer em estilo de vida quer em personalidade. encontramo-nos algures entre a paixão pela comunicação e divergimos a partir daí.

são anos e anos de palavras soltas, anos e anos de gargalhadas e lágrimas, anos e anos de conversas à mesa e de emails mais ou menos longos com novidades mais ou menos bombásticas [ou meramente corriqueiras].

são muitos os quilómetros que nos separam, são muitos os sonhos e objetivos que nos distanciam, mas nada nos une mais do que sentimos umas pelas outras.

e nestes últimos tempos não podia estar mais orgulhosa por ver o talento, o esforço e a dedicação de quem me é querido reconhecido além fronteiras.

todas sabemos o quanto a .j. é especial. todas nós reconhecemos naquele olhar doce a chama e a curiosidade que lhe paira na mente, a forma diferente de ver as coisas, o outro lado de tudo o que os outros vêem. a.j. sempre conseguiu ver para lá das linhas e dos fotogramas. sempre conseguiu ler para além das letras e das palavras. e hoje, esse trabalho é mais do que meritoriamente reconhecido. já o foi anteriormente, a nível nacional e internacional, e hoje junta um dos mais prestigiados prémios do jornalismo europeu – European Press Prize – na categoria de Inovação.

o mérito e o prémio é de toda a equipa, mas hoje é a .J. que interessa. é dela que me orgulho, é o percurso dela que me deixa de coração cheio, é o talento, o profissionalismo e a dedicação dela que elogio. Parabéns!!!

Para ver, ouvir e recordar.

http://multimedia.expresso.pt/jihad/PT/matar-e-morrer/index.html

 

|do orgulho que não se mede em palavras|

|33 and counting|

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Processed with VSCOcam with t1 presetEsta semana somamos mais um ano. passamos do dois ao três em apenas algumas horas.

não me assusta nem tão-pouco me preocupa o passar dos anos. gosto da ideia de comemorar, gosto da ideia de ser um dia diferente, um dia que nos é dedicado.

não faço retrospectivas. deixei-me disso quando fiz 30. a ideia que eu tinha aos 20 sobre a vida que teria aos 30 nada tem a ver com a realidade. houve sonhos que ficaram por concretizar, experiências que não aconteceram, pessoas que desapareceram, tanta coisa coisa que fugiu do meu controlo… mas também houve tanta coisa boa que aconteceu e que nunca – nem por sombras – me tinham passado pela cabeça, nem pelos meus planos.

Fora dos meus planos estavam as pessoas que tornaram este meu dia mais especial: as minhas pessoas, a minha equipa e a Ana, com uma Pavlova linda e deliciosa 😉

 

|33 and counting|

|porque isto também é amor|

sentir um aperto no peito porque ela está lá, no centro dos acontecimentos.

porque ela deixou o conforto de casa, deixou o abraço dos seus, deixou a segurança do seu bairro e partiu para lá.

partiu para o meio da multidão mais silenciosa de sempre, para ouvir, ver e sentir o pesar, a indignação, o medo e a revolta.

por cá ficou um nó e um estado de alerta, uma busca constante por notícias para saber se está bem, para saber como está a lidar com toda a avalanche de emoções que lhe percorrem o corpo, desde a ponta dos pés à ponta dos cabelos.

por cá ficou também a certeza de sermos um ponto de abrigo. ficou a certeza que haverá braços abertos, ombros amigos, sopa e chá quente e uma boa dose de vozes, cheiros e rostos conhecidos à sua espera.

por cá ficou a certeza que estes dias passarão rápido e que todo o tempo do mundo não será suficiente para partilhares o que estás a viver.

mas tempo é o que nós temos de sobra.

“Gente a perder de vista à nossa volta (e por cima de nós, nas varandas dos prédios enormes) e barulho zero. É como se estivesse no maior funeral de sempre. E estou mesmo. Vejo pessoas em grupo: amigos, famílias, pais, avós, netos. Bebés de colo e senhoras de bengala. Ninguém ri à gargalhada, ninguém brinca de forma espalhafatosa. Esta marcha está para começar há horas e pesa, o ambiente pesa. Tudo isto é grave, tudo isto é triste.” Joana Beleza, em Paris.

|porque isto também é amor|

|a sentir-se nostálgica [se isto fosse o FB]|

falar de tempos que já lá vão há muito, de uma altura em que ainda estudávamos, de uma altura em que trocávamos as aulas pelas mesas do café ou pela sala de “jogo” da faculdade.

da altura em que fazíamos do nosso blogue uma enorme mesa de café, onde nos sentávamos à vez e dávamos conta das novidades… da nossa vida, tão problemática à altura, das notícias, dos livros e dos eventos.

de tempos a tempos volto lá, volto a ler algumas das coisas que nos atormentavam, que mexiam com a nossa disposição e que nos punham num alvoroço que só visto.

vidas complicadas, as nossas.

erasmus, estágios, projetos, lançamento de livros, famílias… toda a vida a pulsar. sangue quente na guelra.

naquela mesa sentamos durante alguns anos. fizemos programas de rádio, rascunhamos poemas, experimentamos receitas, deitamos as cartas procurando adivinhar o futuro.

nunca nos passou pela cabeça que, volvidos quase 10 anos, o futuro se apresentasse tal como é hoje.

desafios profissionais de elevado calibre, self made women, casamento, filhos, casas, novas casas, novos companheiros, novas pessoas. toda uma série de coisas que nunca nos ocorreu. quem poderia algum dia imaginar que uma de nós poderia estar hoje em Lisboa e amanhã em Tóquio? quem poderia imaginar que uma de nós teria uma declaração de amor escarrapachada num jornal nacional [de elevada tiragem]?

a vida atropelou-nos com uma série de acontecimentos inesperados. se, há 8 anos atrás, sentadas à mesa daquela que era a nossa sala preferida – o nosso blogue -, nos tivessem contado o que estamos a viver hoje, jamais acreditaríamos [há dois anos ainda não acreditávamos]. certamente seria brincadeira de alguém.

|a sentir-se nostálgica [se isto fosse o FB]|

|Girls Night Out|

Sabem bem dias assim

dias que terminam em amena cavaqueira, com as amigas de sempre, nos locais de sempre

espera-nos um longo fim de tarde [certamente se prolongará noite dentro tantas são as conversas pendentes]

volvidos 14 anos continua a não faltar assunto nem tema de conversa, principalmente com um foco principal: as nossas vidas

não que sejam deveras interessantes, cosmopolitas, aventureiras, emocionantes ou “spicy”

mas são as nossas rotinas, o nosso dia a dia, as nossas emoções, as nossas conquistas, medos e angustias; são os nossos, os meus e os delas, os que conhecemos bem e os que nos conhecem como ninguém.

hoje matamos saudades.

e, fosse o S. Pedro um tipo mais porreiro, a noite poderia prometer muito mais.

 

 

[sim, somos do tempo em que se dançava ao som disto e era tão bom!]

|Girls Night Out|

|para o lanche|

às voltas no Pinterest encontrei uma imagem de um bolo que me fez parar, assinalar e clicar para saber mais….

um bolo simples, despretensioso, com uma mistura única de sabores…

Peanut Butter Chocolate Cake
Peanut Butter Chocolate Cake

a receita só apareceria no final do post…

até lá, algo que me fez parar para ler e pensar… quantas amizades já ficaram esquecidas no tempo? quantas amizades apenas subsistem graças ao mundo online? quantas amizades poderiam ser resgatadas com um copo de leite e uma fatia de bolo?

ao longo do tempo, algumas das minhas amigas foram ficando presas num passado já distante… o rumo que cada uma de nós seguiu encarregou-se de nos afastar e deixar apenas a memória de uma adolescência despreocupada e divertida, sem grandes planos para o futuro, apenas a viver do presente.

os dias passavam e as correrias entre a casa de uma e a casa de outra eram mais que muitas. um caminho que percorríamos quase desde os 6 anos de idade e que acabamos por o esquecer depois dos 18 anos.

não tínhamos telemóvel e ainda mal se usava a internet, mas sabíamos quando uma precisava da outra… sabíamos quando uma chegava a casa tarde e precisava de uma desculpa para os pais; sabíamos quando as coisas com o namorado da altura tinham corrido mal e uma estava a precisar de colo. simplesmente, sabíamos… sem mensagens, sem telefonemas ou sem estados do facebook.

um namoro mal resolvido, a entrada para a faculdade, uma nova residência levou a um afastamento que nunca mais teve volta. chegamos a encontrar-nos, uma ou outra vez, mas nunca mais foi a mesma coisa.

sei que a vida continuou para ambas, sei que novas vidas já preenchem as vossas vidas, sei que novos horizontes vos preenchem os dias e vos afastam das ruas que percorríamos em miúdas.

eu também já não percorro os mesmos caminhos, eu também tenho novos horizontes e uma nova vista que não a rua que partilhávamos.

mas não deixo de pensar se está tudo bem, não deixo de pensar no que mudou, não deixo de pensar que contornos têm agora as nossas personalidades.

não sei se, se ainda percorrêssemos as mesmas ruas, seríamos amigas… se conseguiríamos partilhar as diferenças que sempre nos caracterizaram… sei que penso muitas vezes que talvez precisem de mim como eu preciso de vocês… que talvez fosse bom voltar a estar perto e a partilhar um pouco da vida descontraída que tínhamos…

talvez fosse bom marcarmos um lanche lá em casa e sentarmos à mesa para falar dos últimos 14 anos.

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qualquer dia pode ser que nos encontremos – nas ruas que percorremos na adolescência ou noutra rua qualquer – e que combinemos um lanche/um café ou que fique apenas pela troca de algumas palavras, de pé, junto à porta do carro ou à porta da casa de um alguém que ainda temos em comum.

qualquer dia pode ser que os nossos pensamentos se alinhem e que voltemos a adivinhar aquilo que faz falta a cada uma…

Peanut Butter Chocolate Cake
Peanut Butter Chocolate Cake

… ou talvez não, mas acho que ficaríamos a perder uma bela fatia de bolo…

|para o lanche|

[o melhor do meu dia] – dar início às festividades

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Festa que é festa começa sempre pela cozinha!

E não há nada mais delicioso do que preparar algumas iguarias para um reencontro das nossas pessoas.

Já há muito que não nos juntamos todos à mesa… nem à mesa nem em lado nenhum… aliás, nunca juntamos toda esta família num só dia, num só momento!

E este ano vai ser especial com as nossas pequenas pessoas à mistura!

Não vão faltar colinhos e miminhos; não vão faltar conversas e up-to-dates.

Estamos todas a precisar deste reencontro, desta reunião, deste momento.

Depois é aproveitar, fotografar e guardar muito bem guardado na memória para animar os longos dias que decorrerão até um novo reencontro.

E com este jantar damos por oficialmente abertas as comemorações natalícias!

[o melhor do meu dia] – dar início às festividades

[as coisas boas são para partilhar]

e este vídeo é completamente irresistível!

Não apenas por que quem está por detrás disto está-me no coração, mas também por que este é um exemplo do que se pode fazer de extraordinário com imaginação, criatividade e muita, muita dedicação!

As miudas da Cultureprint e esta “coisa” do BAIRRO DOS LIVROS trouxeram uma nova vida à cidade do Porto! Elas fazem magia com tudo aquilo em que tocam!

Desta vez, não poderei estar presente no dia a dia, mas vou aparecer por lá sempre que me for possível, para respirar um pouco desta magia e desta inspiração!

[as coisas boas são para partilhar]

[ser feliz pelo sorriso dos outros]

happiness

quando o nosso mundo desaba, por vezes esquecemos-nos que este nosso pequeno mundo não termina dentro de portas…

os limites deste nosso mundo terminam nos limites do nosso coração.

e hoje estou especialmente feliz pela felicidade de mais uma das pessoas do meu coração!

é bom saber que vivemos rodeados de pessoas felizes e que ajudam a tornar o nosso dia mais feliz.

é bom ver a nossa felicidade pelo olhar e pelo sorriso dos nossos!

[ser feliz pelo sorriso dos outros]