|back from outer space [again]|

foram alguns meses de ausência, sem motivo aparente.

apenas a falta de vontade, o excesso de trabalho [sentada ao computador] e a falta de assunto.

dou por mim a “escrever de cabeça”, a assistir a determinadas situações e a pensar, linha a linha como as escreveria aqui, a pensar se essas situações fazem sentido para mais alguém, ou mesmo se irritam mais alguém para além de mim.

já não é novidade, nem é a primeira vez que o escrevo, mas tivesse eu um teclado acoplado à cabeça e era bem mais produtiva.

[o que talvez não seja boa ideia, caso contrário só sairiam disparates].

mas agora de volta, vou tentar ser mais assídua, nem que seja para assumir o compromisso de escrever um pouco todos os dias, nem que seja para aliviar o stress ou partilhar algumas dúvidas que vão surgindo.

so, i’m back (for good, i hope).

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|back from outer space [again]|

|fecho central|

é o “click” do fecho central das portas do carro que liga e desliga a minha mente.

mal saio de casa, é este pequeno barulho que coloca o meu cérebro em modo “pro” e me impede de afundar nos meus próprios problemas, nos assuntos pessoais, nas confusões que se arrastam porta de casa adentro. é este “click” que me permite focar no essencial, que me permite concentrar e resolver as questões profissionais que me absorveram durante toda a semana.

este “click” dá-se segundos depois de colocar o carro em marcha, tão rápido quanto o diabo esfrega um olho. a partir daqui, entramos em modo piloto automático, com uma série de questões em mente, processos, listagens, plantas e mapas. o momento é único e exige concentração máxima.

horas depois, regresso ao carro e dá-se novo “click”. agora é tempo de voltar a casa. é tempo de pegar na vida que estava em stand-by e reactivá-la. é tempo de pegar na vida e resolver. um problema de cada vez. é tempo de pegar na vida e encontrar novos caminhos.

enquanto vou no carro, permito-me a que as lágrimas corram, permito-me a ver tudo de forma nublada. este é o meu espaço, é o meu tempo. aqui não tenho de ser forte, não tenho de ser optimista, não tenho de sorrir quando por dentro já me desfiz em mil pedaços.

e recordo-me de Fernando Pessoa.

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.

e, nisto, regresso a casa. sorriso nos lábios, voz tranquila e olhos secos.

regresso a casa e dá-se novo “click”. agora em modo “super-mulher” [e “super-filha” e “super-irmã” e “super-tia” e “super-madrinha”].

movo mundos e fundos. transporto a dor e as angústias dos outros para outros mundos. faço das tripas coração, e da cabeça um veículo motorizado.

|fecho central|

|nascer de avental|

claramente, devo ter nascido de avental.

não conheço ninguém com tanta vocação para ser servil, ou para se por a jeito para ser servil.

não há festa/jantar/evento nenhum(a) onde não dê uma de criada, sempre pronta para ajudar os outros na colocação das mesas, na distribuição dos pratos, e em toda a logística necessária de forma a que não falte nada a nenhum dos convivas.

ele é assegurar que tudo vai ser servido a tempo; ele é assegurar que há ofertas para carnívoros, vegetarianos e macrobióticos; ele é assegurar que há bebida para todos os gostos e adequada aos credos de cada um.

assegurar-me e assegurar ao “dono da festa” que tudo vai correr bem é algo que me assiste. claramente, perita em encarnar a escrava isaura que há em mim.

desconfio seriamente se não terei já nascido de avental, ou se não me terão trocado as voltas e colocado um avental ao invés de um babete.

esta aptidão inata, associada a uma vestimenta monocromática, faz de mim um dos elementos do pessoal de serviço sem a menor dificuldade.

verdade, verdadinha. não foi uma nem duas as vezes que fui confundida pela criada lá do sítio.

é isto ou realmente coloco-me a jeito.

[e nada contra as criadas ou equiparável]

|nascer de avental|

|reset|

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parar para pensar

organizar as ideias, arrumar a mente e acalmar o espírito.

era tudo quanto precisava, de momento.

de nada me serve conseguir dormir mais uma ou duas horas, pois permaneço em modo zombie.

dificilmente faço mais do que levar o dia nos trilhos, sem me demorar com o quero ou com o que posso fazer de diferente.

a inércia faz parte de uma boa parte dos pensamentos que me ocorrem.

por mais que queira, a mente não deixa e o coração também não tem lá grande margem de manobra. o ar adensa e a pressão no peito não deixa respirar.

há quem lhe chame bloqueio – sim, talvez seja isso mesmo!

mas pensava que isso só acontecia com os artistas, com os espíritos mais livres e as mentes mais criativas.

mas deve ser isso mesmo… isso ou simplesmente cansaço, falta de foco, de orientação ou de objetivos.

[objetivos, não, pois esses estão cá bem definidos, escritos no papel não vá a rede deixar de existir e as ideias desaparecerem no espaço].

parar para respirar.

parar para deixar de pensar.

parar para deixar de ouvir os outros.

simplesmente parar, desligar e reiniciar.

 

>> Crédito | Imagem | Vian Esterhuizen

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|ir para fora cá dentro|

[note to myself – and others]

Designar um fim de semana para visitar Leiria e arredores.

para além do castelo de Leiria de Porto-de-Mós, do Mosteiro de Alcobaça e do Mosteiro da Batalha, do Museu do Vidro da Marinha Grande e do Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios da Serra de Aire, é possível viajar um pouco no tempo e conhecer melhor um dos melhores autores portugueses – Eça de Queirós.

O artigo foi publicado na “Preguiça Magazine” e dá conta de um espaço incrível – o Espaço Eça.

Mais do que um tasquinho, mais do que uma adega ou casa de pasto, este é um espaço cultural, onde é possível conhecer a vida e obra de Eça de Queirós.

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Com uma decoração cem por cento inspirada em Eça de Queirós, com bustos, quadros e expressões do escritor, o espaço torna-se bastante acolhedor. Que o digam os clientes, desde os mais jovens aos mais velhos, crianças, famílias, turistas e moradores da rua, que frequentam o local. “Quisemos criar um local onde as pessoas podem estar, conversar, visitar, como se fosse uma segunda casa”, explica Luís.

O espaço abriu há três meses e, de acordo com o artigo, o balanço é bastante positivo.

Espaço Eça1

O conceito vai alterando ao longo dos dias e já se encontram ideias para novas atividades.

Seguindo o lema “Reconstruir é simplesmente inventar” (Eça de Queirós), Susana e Luís preparam-se para promover o ‘Chef por um dia’. Eles explicam: “Trata-se de um evento em que clientes e amigos podem inscrever-se e uma vez por mês vêm à nossa cozinha confeccionar um petisco. Nós fornecemos os ingredientes e o chef seleccionado vem fazer o petisco desse dia. Não se trata de competição, mas sim de criar convívio. É isso que queremos em Leiria, que as pessoas descubram uma nova forma de estar, onde possam partilhar ideias, conversar”. E as novidades não ficam por aqui. Os leirienses desejam lançar ainda um produto de referência, um doce regional, que identifique o Espaço e o escritor.

 

Um espaço a conhecer, sem dúvida 🙂

>> Créditos | Excertos e Imagens | Preguiça Magazine & Espaço Eça

|ir para fora cá dentro|

|para. e agora respira|

É difícil gerir o tempo.

É difícil gerir a vontade em controlar o tempo.

agora quero que as horas passem rápido.

agora preciso que as horas passem mais devagar.

não, espera! de manhã tem de passar mais devagar, mas a tarde pode passar rápido. gostava que já estivéssemos em janeiro.

esta angústia, esta ansiedade, esta bipolaridade na percepção temporal atormentam-me. desgastam-me, até.

volto a sentir o ritmo acelerado, volto a ter dificuldades em me concentrar, volto a ter dificuldade em respirar e em dormir.

esta necessidade de controlo sobre o tempo é electrizante, modifica o organismo e deixa demasiados sinais de alerta. o ritmo cardíaco está acelerado, a respiração fica ofegante e a cabeça lateja com a excessiva – e desnecessária – actividade cerebral.

escrevo, falo e leio de rajada. intempestiva, sem parar muito bem para pensar pois a cabeça está ocupada com a gestão do tempo e das vontades.

Para, respira, relaxa. dá tempo ao tempo. ouve o tic-tac dos relógios e deixa-te embalar. não mexas nos ponteiros, não questiones as horas.

deixa-te levar. deixa-te relaxar.

[se não consegues, procura algo que te ocupe, procura uma distracção para os sentidos]

deixa-te levar.

|para. e agora respira|

|toda a Mafalda|

 

O Público diz que está para o final de Outubro a publicação da “bíblia” – todas as tiras da Mafalda estarão compiladas num só livro! TODAS!!!

Tira cedida pela Verbo e publicada no jornal Público

Oh, pá! Nunca mais chega ao final de outubro!

vou estar aqui a contar os dias.

depois disso, vou chatear toda a gente com “sugestões” para o presente de natal…

 

|toda a Mafalda|

|lunch break|

Estivesse eu em casa, e prepararia algo semelhante para o almoço:

IMG_5138.JPG

 

A ideia foi retirada de um dos “menus” da Joana Roque, no blog “As Minhas Receitas”. Tem sempre ideias tão boas quanto saudáveis! Já tenho alguns livros lá por casa, mas vou sempre mantendo o blog mais à mão 🙂

Assim, para preparar estes Hambúrgueres de Peru com Sementes de Sésamo e Mollho Sweet Chili será necessário:

Ingredientes para 2 pessoas:

300g de peito de peru
3 colheres de sopa de sementes de sésamo
2 colheres de sopa de óleo de sésamo tostado
sal e pimenta q.b.
molho sweet chilli q.b. para servir – receita aqui (http://paracozinhar.blogspot.pt/2012/03/molho-sweet-chilli.html)

Preparação:

Num robot de cozinha ou com uma máquina própria de picar, pique a carne de peru. Coloque-a numa taça e tempere-a a gosto com sal e pimenta, 1 colher de sopa de sementes de sésamo e com o óleo de sésamo tostado. Amasse bem e forme 4 hambúrgueres pequenos.
Role-os depois pelas restantes sementes de sésamo e coloque os hambúrgueres no frigorífico para ganharem alguma firmeza antes de os cozinharem.
Grelhe depois os hambúrgueres, de ambos os lados até ficarem bem passados.
Sirva com o molho sweet chilli, com uma salada verde e um pouco de arroz.

 

Mas, pronto! Vou ali à copa comer uns legumes aquecidos no microondas e já volto…

Bom Apetite!

 

>> Créditos | Receita e& Imagem | As Minhas Receitas

 

|lunch break|