|concentração precisa-se|

o volume de trabalho intensificou e não deixa grande margem de manobra.

é tempo de seguir cronogramas, traçar planos, cumprir calendários, gerir tarefas e concretizar projetos.

o tempo não ajuda, desmotiva e baralha a ideia de que a Primavera chegou.

todas as ferramentas são úteis, todas as ajudas contam, todos os minutos são preciosos.

mas nada como a música para ajudar a manter o foco.

e hoje isto está em loop por estes lados.

[em modo de preparação para um fim de semana que se quer de descanso e de tempo para cuidar de mim e dos meus]

|concentração precisa-se|

|do orgulho que não se mede em palavras|

[nem em prémios, menções ou reconhecimentos]

ao longo dos anos tenho tido o prazer de me fazer rodear de pessoas tão especiais, tão geniais e tão únicas que me fazem sentir orgulho a cada um dos seus feitos.

somos todas muito diferentes, quer em estilo de vida quer em personalidade. encontramo-nos algures entre a paixão pela comunicação e divergimos a partir daí.

são anos e anos de palavras soltas, anos e anos de gargalhadas e lágrimas, anos e anos de conversas à mesa e de emails mais ou menos longos com novidades mais ou menos bombásticas [ou meramente corriqueiras].

são muitos os quilómetros que nos separam, são muitos os sonhos e objetivos que nos distanciam, mas nada nos une mais do que sentimos umas pelas outras.

e nestes últimos tempos não podia estar mais orgulhosa por ver o talento, o esforço e a dedicação de quem me é querido reconhecido além fronteiras.

todas sabemos o quanto a .j. é especial. todas nós reconhecemos naquele olhar doce a chama e a curiosidade que lhe paira na mente, a forma diferente de ver as coisas, o outro lado de tudo o que os outros vêem. a.j. sempre conseguiu ver para lá das linhas e dos fotogramas. sempre conseguiu ler para além das letras e das palavras. e hoje, esse trabalho é mais do que meritoriamente reconhecido. já o foi anteriormente, a nível nacional e internacional, e hoje junta um dos mais prestigiados prémios do jornalismo europeu – European Press Prize – na categoria de Inovação.

o mérito e o prémio é de toda a equipa, mas hoje é a .J. que interessa. é dela que me orgulho, é o percurso dela que me deixa de coração cheio, é o talento, o profissionalismo e a dedicação dela que elogio. Parabéns!!!

Para ver, ouvir e recordar.

http://multimedia.expresso.pt/jihad/PT/matar-e-morrer/index.html

 

|do orgulho que não se mede em palavras|

|mas está tudo louco?!|

quem olha para as notícias do que por cá se passa desde há uns dias, deve bem achar que sim.

a outra diz que, se tivesse de colocar umas coisas numa mochila e partir, levava apenas um iPhone e jóias… [aqui]

o outro disse que dava umas bofetadas nuns cronistas da imprensa diária e agora demite-se porque não abdica do direito à “liberdade de expressão” [aqui e aqui]

há ainda um outro que apresenta demissão porque o subdiretor do Colégio Militar reconhece que os alunos homossexuais são “convidados” a deixar a instituição [aqui]

no meio disto ainda temos o Draghi, na reunião do Conselho de Estado, a elogiar o anterior governo e a assumir que as reformas realizadas devem ser mantidas… basicamente, ele continua a aguardar [e a desejar] um Plano B do atual governo [aqui]

e tudo isto se parece muito com um fait-divers, não fosse o caso de ainda se aguardar o surgimento do nome de portugueses no caso “Panama Pappers” [aqui]

ainda bem que o fim de semana está à porta… caso contrário, ninguém teria tempo para seguir tantas “novelas” ao mesmo tempo.

|mas está tudo louco?!|

|difícil dizer por palavras|

é difícil descrever a primeira vez que te senti.

sentir mesmo.

sentir por fora e não por dentro.

sentir como se te colocasse a mão sobre os ombros e tu te voltasses para ver quem é. sentir como quando uma bolha de sabão nos rebenta na mão.

recordo o momento, recordo a hora e o dia.

recordo a mensagem que enviei ao teu pai e lhe contei que já te conseguiria sentir.

deixaste de ser real apenas no ecrã, no ecógrafo ou na minha barriga.

passaste a ser real para quem aguarda a tua chegada sem ter o mesmo privilégio que eu.

dizem que me ouves desde sempre. eu acredito que sim, mesmo que fale contigo apenas mentalmente, mesmo que tenhamos longas conversas sobre os dias que virão sem nunca ninguém nos ouvir uma palavra.

continua a não ser fácil fazer-me ouvir em voz alta. continua a não ser fácil exteriorizar o que se passa cá dentro. continua a não ser fácil fazer com que nos compreendam. continua a não ser fácil colocar em palavras tudo o que se vai sentindo por estes dias.

não sou fã deste estado mas estou a aprender a respeitar os sinais, os momentos e os dias que passam.

reconheço o privilégio e a responsabilidade. reconheço – e agradeço todos os dias – a fortuna destes momentos.

aprendo a esperar, a respeitar o teu, o meu e o nosso tempo.

não conto o tempo que falta… apenas o que já passou com a certeza de tudo estar a fazer para que o que aí vem seja bom, seja único e seja nosso – por inteiro.

ignoro as muitas histórias e confio na natureza e na medicina, confio nas estatísticas e nos sinais. acima de tudo, confio no amor e no carinho de quem te receberá por inteiro.

e isto é o #melhordomeudia, todos os dias, desde o dia em que te tornaste real.

|difícil dizer por palavras|

|a precisar de uma esplanada|

|ou um sofá|

se há dia que me sinto de rastos é hoje.

ontem foram mais de 600km [com uma pausa para almoço junto da praia]

um dia diferente de trabalho mas que deixou marcas.

hoje, o cansaço é terrível. o sono, as dores no pescoço e a voz ainda fanhosa do vento e do sol.

hoje, sentava numa esplanada e ficava bem quieta. óculos escuros, pernas esticadas e auscultadores [para não ouvir mais nada]

hoje, ignorava os inúmeros conselhos que insistem em dar sem que eu peça, ignorava as recomendações de quem acha que já tudo sabe, ignorava os ritmos de quem já trilhou a sua própria rotina, e deixava-me apenas ficar sentada.

hoje era isto: uma esplanada ou um sofá [desde que ninguém me chateasse]

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by Rob Bye, Bournemouth, England, United Kingdom

|a precisar de uma esplanada|

|sonhar acordada|

morningeggs: “ Ok, good. ”

Fonte: morningeggs: Ok, good.

mais ou menos em jeito de bom dia.

podia ser assim, podia… mas acho que vamos ficar pelo queijo, pela fruta (sem ser figos) e pelo leite…

desde há uns meses que os pequenos-almoços mudaram, que as rotinas mudaram, que a agitação aqui em casa passou a ser outra.

agora é preparar lanches e almoços para dois, preparar pequenos-almoços para dois. para dois que têm hábitos muito distintos.

eu gosto de tomar pequeno-almoço na sala, enquanto vejo as notícias. já ele, gosta de tomar pequeno-almoço na cozinha, em silêncio.

eu gosto de tomar o pequeno-almoço com calma, antes do banho e ainda de pijama. ele gosta de tomar o pequeno-almoço já prontidão a sair.

estamos ainda  a ajustar-nos mas eu estava seriamente habituada ao silêncio e à calma das minhas manhãs…

|sonhar acordada|

|faz-me espécie|

chega mesmo a irritar-me alguns comportamentos à mesa.

desde a forma como se segura o garfo [nada de punhos cerrados em torno do garfo com o polegar a vir por cima], à velocidade com que se leva a comida à boca, à quantidade de comida que se leva à boca, aos barulhos que se fazem e até mesmo à forma como se arrumam os alimentos no prato.

não sei se terei algum tipo de comportamento obsessivo-compulsivo mas são coisas que me irritam e às quais dificilmente fico indiferente.

é isso e estragar comida. pedir uma torrada para pequeno-almoço e deixar ficar a côdea e uma boa parte do miolo agarrado. olhava-se para aquele prato e era bem pior que o mar dos sargaços. mais de metade da torrada estava ali, esfrangalhada.

pergunto-me eu: se não gostam de côdea, porque não pedir uma torrada aparada? ou um pão? ou outra coisa qualquer que não tenha aquelas extremidades?

a questão de “tanta gente a passar fome e “aquilo” ali vai direto para o lixo” também me ocorre… mas a irritação com o estado em que fica o prato, a mesa e os guardanapos causa-me uma espécie de urticária.

 

|faz-me espécie|

|back from outer space [again]|

foram alguns meses de ausência, sem motivo aparente.

apenas a falta de vontade, o excesso de trabalho [sentada ao computador] e a falta de assunto.

dou por mim a “escrever de cabeça”, a assistir a determinadas situações e a pensar, linha a linha como as escreveria aqui, a pensar se essas situações fazem sentido para mais alguém, ou mesmo se irritam mais alguém para além de mim.

já não é novidade, nem é a primeira vez que o escrevo, mas tivesse eu um teclado acoplado à cabeça e era bem mais produtiva.

[o que talvez não seja boa ideia, caso contrário só sairiam disparates].

mas agora de volta, vou tentar ser mais assídua, nem que seja para assumir o compromisso de escrever um pouco todos os dias, nem que seja para aliviar o stress ou partilhar algumas dúvidas que vão surgindo.

so, i’m back (for good, i hope).

|back from outer space [again]|

|gerir a mudança|

como em tudo na vida, a grande dificuldade não está na mudança, está na gestão.

na gestão dos tempos, dos passos, das etapas, dos meios, das pessoas e, mais difícil ainda, das expectativas.

estou a aprender a mudar e a gerir essa mudança. a aprender a transformar ansiedade em entusiasmo, a aprender a viver o momento, o aqui e o agora. a apreender a equacionar cenários sem viver presa entre as paredes desses mesmos cenários. mesmo que isto pareça um contra-senso com o aqui e o agora.

estou a tentar concentrar-me na parte positiva, na parte em que é possível tornar os sonhos reais, mesmo que estes se desfaçam com um estalar de dedos.

aprender a ver as coisas pelo lado positivo, pois nem tudo pode ser mau.

prefiro acreditar que o pão do pobre não cai sempre com o lado da manteiga para baixo.

e que algum dia as coisas vão mudar.

com isto acho que me posso despedir de 2015 e que venha de lá esse 2016. é que este ano já deu o que tinha a dar.

|gerir a mudança|

|fazer sentido|

12143081_1122274354464520_3639319911961175406_nnão, não fazemos balanços.

balanços faremos lá mais para a frente, quando formos os dois velhinhos, quando estivermos lado a lado, escondidos entre mantas e a tentar recordar cada um dos 50 anos que passamos juntos.

hoje olhamos apenas para trás e recordamos o momento em que oficializamos o que nos une. hoje olhamos para o que se passou há cinco anos, juntamos as mãos em frente do mesmo altar e, sem tirarmos os olhos um do outro, constatamos que faríamos tudo igual. no mesmo local, à mesma hora e com as mesmas pessoas (mais aquelas que estes 5 anos nos trouxeram).

há cinco anos não chovia, não era dia de eleições e ainda era feriado no dia seguinte.

há cinco anos acordamos com a sensação que este seria apenas o primeiro dia das nossas vidas. desde há cinco anos que todos os dias é o primeiro dia das nossas vidas. todos os dias enfrentamos novos desafios, descobrimos novas forças, desvendamos novos defeitos e constatamos novas qualidades e novas razões que nos fazem desejar acordar lado a lado todos os dias.

hoje, olhando as fotos, revendo os olhares e sentindo os abraços, constatamos que tudo mudou.

e que tudo faz muito mais sentido agora.

|fazer sentido|