|concentração precisa-se|

o volume de trabalho intensificou e não deixa grande margem de manobra.

é tempo de seguir cronogramas, traçar planos, cumprir calendários, gerir tarefas e concretizar projetos.

o tempo não ajuda, desmotiva e baralha a ideia de que a Primavera chegou.

todas as ferramentas são úteis, todas as ajudas contam, todos os minutos são preciosos.

mas nada como a música para ajudar a manter o foco.

e hoje isto está em loop por estes lados.

[em modo de preparação para um fim de semana que se quer de descanso e de tempo para cuidar de mim e dos meus]

Anúncios
|concentração precisa-se|

|i’ve got everything|

a semana vai longa e os dias demasiado intensos. ando submersa numa série de ideias que me fazem debitar trabalho mesmo enquanto caminhamos, quando estamos em casa e enquanto jantamos.

reservo-me o pequeno-almoço para não falar, para fazer de conta que ouço as notícias enquanto tento não pensar.

sei que estás ali, bem ao lado, sem dizeres nada e fazendo de conta que não reparas que a minha cabeça não está ali, e nem sequer perto disso.

por norma não reparo em nada.

sei que as janelas estão abertas, porque tu já as abriste e o dia já nasceu.

mas hoje reparei na forma como me olhavas. horas depois ainda sinto os teus olhos cravados na minha pele. e essa foi, sem dúvida, a melhor forma de começar o dia.

“I’ve got you”

|i’ve got everything|

|bossa nova com sotaque português de portugal|

começar o dia com esta música, com esta voz e com esta sonoridade.

ir no carro, verificar o termómetro que indica 28º e poucos minutos passam das 09:00.

reparar nos carros que seguem à minha frente, reparar nas pessoas na paragem de autocarro e constatar que vai tudo a caminho da praia. já eu vou a caminho do escritório.

e é esta a sorte que nos calha…

pois, então, bom dia!

|bossa nova com sotaque português de portugal|

|aprender a gostar|

o tempo tem destas coisas. ensina-nos a gostar.

aprendemos a apreciar novos paladares, novos odores, novos sons.

o passar do tempo pode até, talvez, criar mais barreiras, mais pré-conceitos, mais pré-juízos. pode até restringir a capacidade de de nos deixarmos levar, de nos deixarmos seduzir e ludibriar pelos sentidos.

mas o passar do tempo também nos traz algum discernimento, uma certa tranquilidade e serenidade que nos permite apreciar novos [e antigos] sabores, odores e formas. a idade educa os sentidos. e com o passar dos anos aprendi a gostar da língua francesa.

no cinema, na literatura e na música.

Paris não é a minha cidade-fetiche; não delirei com Paris, mas deliro sempre com a vontade de lá voltar e de conhecer um pouco mais de um país que nunca me fascinou mas que agora me deixa curiosa.

|aprender a gostar|

|em jeito de regresso|

dias cheios, com tanta coisa a acontecer, com uma mente quase a explodir e uma energia frenética que se opõe ao cansaço físico.

por aqui estivemos em pausa e procuramos arrumar as ideias em palavras, em frases com sentido.

por aqui, arrumamos a cabeça para voltar a escrever. arrumamos a cabeça para fazer com que as palavras fluam, uma a uma, sem atropelos nem empurrões.

por aqui há tanta coisa para colocar na ordem. a casa já está. agora falta este espaço aqui.

e isto vai servindo de inspiração…

|em jeito de regresso|

|eu e o spotify, o spotify e eu|

 

por vezes sinto saudades de quando trabalhava com o Pedro.

podíamos até nem partilhar a mesma opinião, o meu gosto, mas tínhamos música todo o dia. com o som mais alto ou nem por isso, o nosso gabinete era o local preferido de muita gente… chegando até a confundir-se com um consultório.

era remédio santo para a má disposição do boss, que nos “tolerava” a escolha musical pois estava no gabinete dos “criativos”.

ouvíamos fado, pop, rock, funk, reggae. ouvíamos música portuguesa, francesa e italiana.

ouvíamos de tudo um pouco. e à 6ª feira conseguia ser ainda pior… talvez uma manifestação do desejo de liberdade que o fim de semana trazia, fazia com que lhe parasse qualquer coisinha no cérebro e colocasse house em altos berros… em 6ªs feiras menos simpáticas – e, ali, as sextas conseguiam ser mesmo muito más – chegamos mesmo a ouvir música popular portuguesa, sendo muito vasto o reportório que conseguíamos trazer para aquele pequeno espaço.

hoje lembrei-me do Pedro, do Ricardo e da Patrícia, da equipa que formamos. lembrei-me das parvoíces, das discussões e das decisões. não desejei que o tempo voltasse atrás. não quis voltar àquele escritório nem quis voltar a ter a minha equipa [ficamos amigos e isso basta]. mas senti falta da música. aliás, tenho sentido falta da música e da muita coisa boa e má que se ouvia por ali.

assim, eu e o Spotify temo-nos vindo a tornar nos melhores amigos. sem dúvida a minha companhia nos tempos que correm.

e fiquei fã das playlists, das coisas que podemos colocar em play e ficar ouvir horas e horas, sem ter que mexer uma palha. descobrem-se novas vozes, novas músicas, novos nomes…

e estas irão fazer-me companhia hoje e pelo fim de semana fora 🙂

Smooth Morning

Cool, Calm, & Collected

Ready for the Day

Seize the Day!

|eu e o spotify, o spotify e eu|