| desejos de verão |

há sabores que me remetem diretamente para o verão e eles estão nas frutas, nas saladas, nas bebidas, e nas combinações de todos estes ingredientes…

não fosse o desarranjo que por cá se vive, este seria o meu almoço:

salada de mozzarella, presunto, pêssego e manjericão… com um toque de mel e vinagre balsâmico e está perfeito 🙂

 

imagens e receita em Wit&Delight

| desejos de verão |

|difícil dizer por palavras|

é difícil descrever a primeira vez que te senti.

sentir mesmo.

sentir por fora e não por dentro.

sentir como se te colocasse a mão sobre os ombros e tu te voltasses para ver quem é. sentir como quando uma bolha de sabão nos rebenta na mão.

recordo o momento, recordo a hora e o dia.

recordo a mensagem que enviei ao teu pai e lhe contei que já te conseguiria sentir.

deixaste de ser real apenas no ecrã, no ecógrafo ou na minha barriga.

passaste a ser real para quem aguarda a tua chegada sem ter o mesmo privilégio que eu.

dizem que me ouves desde sempre. eu acredito que sim, mesmo que fale contigo apenas mentalmente, mesmo que tenhamos longas conversas sobre os dias que virão sem nunca ninguém nos ouvir uma palavra.

continua a não ser fácil fazer-me ouvir em voz alta. continua a não ser fácil exteriorizar o que se passa cá dentro. continua a não ser fácil fazer com que nos compreendam. continua a não ser fácil colocar em palavras tudo o que se vai sentindo por estes dias.

não sou fã deste estado mas estou a aprender a respeitar os sinais, os momentos e os dias que passam.

reconheço o privilégio e a responsabilidade. reconheço – e agradeço todos os dias – a fortuna destes momentos.

aprendo a esperar, a respeitar o teu, o meu e o nosso tempo.

não conto o tempo que falta… apenas o que já passou com a certeza de tudo estar a fazer para que o que aí vem seja bom, seja único e seja nosso – por inteiro.

ignoro as muitas histórias e confio na natureza e na medicina, confio nas estatísticas e nos sinais. acima de tudo, confio no amor e no carinho de quem te receberá por inteiro.

e isto é o #melhordomeudia, todos os dias, desde o dia em que te tornaste real.

|difícil dizer por palavras|

|uma casa num abrir e fechar de olhos|

chamam-lhe “um refúgio inteligente” e foi desenvolvido pela NOEM, em Espanha.

El-Refugio-Inteligente-by-NOEM-1

apresenta-se como um conceito de habitação “smart”, na medida em que permite que o seu proprietário controle a casa pela via remota, simplesmente através de um equipamento mobile.

trata-se de um refúgio que corresponde a parâmetros de energia sustentável, recorrendo a materiais recicláveis, como a madeira prefabricada.

El-Refugio-Inteligente-by-NOEM-2 El-Refugio-Inteligente-by-NOEM-3 El-Refugio-Inteligente-by-NOEM-4 El-Refugio-Inteligente-by-NOEM-5 El-Refugio-Inteligente-by-NOEM-6 El-Refugio-Inteligente-by-NOEM-7 El-Refugio-Inteligente-by-NOEM-8 El-Refugio-Inteligente-by-NOEM-11 El-Refugio-Inteligente-by-NOEM-12 El-Refugio-Inteligente-by-NOEM-13

pequeno, concentrado, mas com tudo a que se tem direito num pequeno refúgio!

 

 

> Créditos | Artigo visto em Freshome 

> Créditos | Fotos de Meritxell Arjalaguer

|uma casa num abrir e fechar de olhos|

|decor “out of the box”|

porque nem todos os quartos de menina têm de ser rosinhas, amarelinhos, lilasinhos, verdinhos e por aí fora…

porque nem todos os quartos têm de ser em tons pastel.

e porque ainda há quem goste de desenvolver novos conceitos e fazer do quarto uma verdadeira banda desenhada…

AD Room AD Room AD Room AD Roomuma verdadeira inspiração pelos designers nova iorquinos Sissy + Marley

 

>> créditos | Imagens | Adore Home Magazine

 

|decor “out of the box”|

|das coisas que fazem mais sentido hoje|

o orgulho.

sem dúvida alguma, o orgulho no pai que tenho.

há dias, secava-lhe as lágrimas quando se achava demasiado “lamechas” para ser o “homem da casa”, para ser o líder. achava-se incapaz por fazer da sua bondade a medida para a bondade dos outros. achava-se incapaz por ser capaz de se colocar no papel dos outros e de não ser capaz de prejudicar ninguém. antes prejudicar-se a si do que aos outros.

há uns bons anos atrás – 14 anos, talvez – demos-lhe os bons dias quando ele ainda estava na cama. levantamo-nos bem cedo e rodeamos-lhe a cama para o surpreender. a surpresa fê-lo duvidar se teria sido sempre um bom pai pois nem sempre nos dera aquilo que queríamos.

há uns bons anos atrás, tinha eu uns 17 anos, fechei a porta de casa ao meu pai como reacção ao facto de me terem fechado a porta de casa por ter chegado depois da hora. recebi o maior castigo de sempre: a indiferença do meu pai durante 5 dias consecutivos. nunca nada foi tão penoso, nunca nenhum castigo me doeu tanto e nunca nenhuma outra experiência me ensinou tanto.

há uns anos, levou-me a casa de uma amiga para que fossemos passar uns dias de férias. despediu-se de mim com os olhos marejados. perante o espanto da minha amiga, expliquei-lhe que não se tratava de duvidar ou não da qualidade da condução dela, mas sim do facto de me afastar de casa por quatro dias. de me afastar dele por 4 dias.

ao longo dos anos fomos sempre crescendo com a nítida consciência da efemeridade da vida, com a consciência que somos o aqui e o agora, que nos podemos perder uns dos outros e que nos podemos perder uns aos outros. foi assim quando aos 3 anos de idade vi levarem o meu pai numa maca, tirarem-no de casa a meio da noite e só o devolverem na manhã seguinte. e é assim de cada vez que o vejo com uma “aflição”, de cada vez que o vejo com uma indisposição, de cada vez que olho para as mãos trémulas e percebo que algo não vai bem.

de cada vez que as coisas correm mal, a cada vez que ele duvida da sua capacidade de líder, da sua capacidade para ser um bom pai, eu procuro lembrá-lo que tenho muito orgulho em ser filha dele! que posso sair à rua de cabeça erguida graças à educação que ele me deu. que posso ir na rua e cumprimentar este mundo e o outro pois sou filha do Araújo e neta do Zé de Valongo.

Se algum dia duvidares da tua capacidade de ser pai, podes sempre passar neste meu cantinho e reconheceres nas minhas palavras a tua bondade, a tua coragem, a tua honestidade e a tua resiliência. sem dúvida, posso dizer que sou hoje o espelho daquilo que me ensinaste e tenho tanto, mas tanto orgulho nisso!!!

Obrigado, Pai! Por tudo!

|das coisas que fazem mais sentido hoje|

|em jeito de regresso|

dias cheios, com tanta coisa a acontecer, com uma mente quase a explodir e uma energia frenética que se opõe ao cansaço físico.

por aqui estivemos em pausa e procuramos arrumar as ideias em palavras, em frases com sentido.

por aqui, arrumamos a cabeça para voltar a escrever. arrumamos a cabeça para fazer com que as palavras fluam, uma a uma, sem atropelos nem empurrões.

por aqui há tanta coisa para colocar na ordem. a casa já está. agora falta este espaço aqui.

e isto vai servindo de inspiração…

|em jeito de regresso|

|sobre isto do Dia Internacional da Mulher|

não o comemoro de forma particular, não assinalo o dia com uma comemoração especial, nem exijo tratamento especial.

exijo o que exijo todos os dias: respeito, carinho e compreensão. por esta mesma ordem e está de boa medida.

mas isto porque cresci com a certeza que as mulheres jamais serão iguais aos homens e com a certeza que não quero que assim seja. cresci com a certeza que o respeito pela condição humana é igual independentemente do género, da raça ou da crença.

lá em casa nunca houve grande distinção entre tarefas “de mulher” e tarefas de “homem”. cada um faz o que lhe compete numa casa dominada por mulheres. o meu pai estava em minoria e nem por isso foi um privilegiado. ainda hoje é o dia em que, estando todos à mesa, ele se levanta para começar a arrumar; ainda hoje é o dia em que ele se levanta mais cedo para limpar o fogão a lenha e o acender para que a cozinha esteja sempre mais confortável.

numa casa onde todos somos iguais, havia apenas duas diferenças.

1ª – para o meu pai, as meninas não devem jogar futebol pois ficam com as pernas arqueadas

2ª –  cá em casa pai e mãe mandam em igual medida.

crescer numa família dominada por mulheres, algumas das quais viúvas, ajuda a perceber que a força física não é exclusiva do género masculino, que a dureza das palavras e a ausência de lágrimas também não. crescer rodeada de mulheres que vivem em pé de igualdade com os homens que escolheram ter do seu lado fez-me crescer com a certeza que a liberdade e o direito de escolha fazem parte da condição humana e não do género.

cá em casa, os homens também choram, também se emocionam com o “Ponto de Encontro” ou com as novelas; cá em casa os homens também se emocionam nas reuniões familiares e quando enaltecem o crescimento dos filhos.

cá em casa as mulheres são mais fortes, mais resistentes e mais persistentes; cá em casa são, essencialmente, as mulheres que dão o corpo às balas e desafiam as instituições.

cá em casa os homens raramente cozinham porque dificilmente têm a oportunidade de o fazer; mas arrumam, lavam, limpam e mudam fraldas como qualquer outra pessoa.

cá em casa, tão depressa deixava um recém-nascido com a minha mãe como com o meu pai e saía descansada. cá em casa, a única diferença entre homens e mulheres é que estas engravidam e têm a benesse de dar à luz e aqueles não. mas têm exatamente a mesma obrigação e a mesma responsabilidade na educação e criação dos filhos.

cá em casa é assim. mas em muitas outras casas isso não acontece. daí a necessidade de celebrarmos e reivindicarmos a existência de um dia em defesa da igualdade de direitos, de oportunidades e de tratamento.

por isso destaco apenas um texto que li a propósito deste dia e uma resposta inteligente a uma pergunta traiçoeira:

E é para mim e para todas as mulheres que, fora do meu etnocentrismo, continuam a precisar de um dia que as lembre da luta pela igualdade. É para mim e para Jyoti Singhque, a rapariga de 23 anos que, na Índia, foi violada por um grupo de homens, às nove da noite, num autocarro depois de ter ido assistir à “Vida de Pi”. É para mim e para as meninas que, todos os dias, na Guiné Bissau são vítimas de mutilação genital feminina à sombra de crenças e de Deuses que acreditam que não merecem sentir prazer. É para mim e para todas as mulheres que têm que usar burka. É para mim e para todas as mulheres que são vendidas como escravas sexuais neste mundo fora. É para mim e para todas as mulheres na Arábia Saudita que ainda não podem conduzir, mas que, em 2016, quando se realizarem eleições autárquicas, vão poder candidatar-se e votar. É para mim e para as mulheres da Nigéria, para quem a violência “vinda do marido com o objectivo de corrigir a sua mulher” está prevista na lei. É para mim e paras a mulheres de Madagáscar que não podem trabalhar em fábricas à noite, a não ser que estas pertençam à sua família. É para mim e para as mulheres da República Democrática do Congo, que são obrigadas a casar e a viver com os marido e a estar com eles onde quer que “o homem decida viver”, não podem assinar qualquer contrato, escolher um emprego ou ter um negócio sem a autorização do cônjuge. É para mim e para as mulheres da Tunísia e dos Emirados Árabes Unidos que recebem apenas metade da herança em relação aos irmãos do sexo masculino. É para mim e para uma em cada 4 que, em Portugal, se encontra desempregada. É para mim e para as mulheres que em Portugal, em 2015, continuam a sofrer uma disparidade salarial de 13% face aos homens que ocupam iguais cargos.

“O que eu mais admiro nas mulheres? Isso é claramente uma pergunta armadilhada. Aquilo que verdadeiramente faz as mulheres serem mulheres são questões anatómicas dignas da maior admiração. Só que, infelizmente, elas não podem ser explicitadas sem um homem correr o risco de parecer deselegante e primário.
Qualquer resposta está, por isso, condenada ao fracasso. Por um lado, se eu disser que aquilo que mais gosto numa mulher são determinados detalhes da sua anatomia, serei imediatamente acusado de misoginia e de objetificação. Por outro lado, se disser que são determinados traços do seu carácter, serei imediatamente acusado de generalização abusiva e de promoção de estereótipos.
Ora, isto só pode significar uma coisa: que esta pergunta foi inventada por uma mulher. E é isso que eu mais admiro nelas: a capacidade que têm de nos empurrarem para becos sem saída, de onde só podemos sair derrotados, de cabeça baixa e rendidos aos seus ardis. Ah, as sereias…”

 

“O que mais admiro numa mulher é o poder de dizer um não redondo — há poucas pessoas que têm coragem de dizer não. As mulheres são fascinantes exatamente porque são mulheres, não devem querer ser homens.”

 

|sobre isto do Dia Internacional da Mulher|

|dizem eles|

Que hoje é Dia do Bolo de Chocolate!

E este é, sem dúvida, o meu bolo preferido.

Não gosto de nada muito doce, nem de nada com muitos ovos, nem nada com muitos cremes.

Mas dificilmente resisto a uma fatia de bolo de chocolate. São poucas as vezes que como, mas gosto que, quando é para ser, que seja a sério.

que seja mesmo ao estilo “indulgente”, que seja a personificação do pecado da gula, que seja tudo e mais alguma coisa em pouco mais de 3cm x 10cm num prato.

e, quase na hora da sobremesa, eis uma imagem que apareceu por cá:

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[esta coisa dos cookies é mesmo tramada]

é assim, o meu bolo preferido… bolo de chocolate com recheio de creamcheese e cobertura de chocolate… preferencialmente chocolate negro…

>> Créditos | Imagens | 79 Ideas

 

|dizem eles|

|o melhor do meu ano #1 – a família |

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2014 ficou marcado pela família, pelo crescimento e a presença constante. da família que nos calha na rifa – e aqui saiu-me o Euromilhões – e da família que escolhemos. a família que vamos construindo, que vemos crescer dia após dia, ou que vemos só uma vez por mês. a família que atravessa o atlântico e nos devolve o abraço há muito trocado nas redes sociais.
dia após dia aprendemos algo novo, descobrimos sensações e emoções que desconhecíamos. Aprendemos a viver com o coração do lado de fora do corpo. Aprendemos a sorrir mal vemos o nome no ecrã do telefone quando este toca, ou a morrer de angústia com algum presságio menos simpático.
passamos a ser bipolares – ora estamos radiantes e delirantes com a família que nos rodeia, ora queremos estar longe de tudo… E isso é normal e faz parte de viver em família.
em 2014 aprendi a importância das estruturas, das redes de apoio e das raízes fortes. aprendi a importância de estar feliz só porque sim e de estar triste só porque não. acima de tudo, consolidei a experiência na arte de relativizar, o que tem contribuído enormemente para a gestão da ansiedade e da angústia [ainda não está resolvido, mas temos dados passos gigantes].
em 2014 aprendi um novo valor para o sorriso – este, mais aberto e mais luminoso – agora mais fácil, mais espontâneo e sempre sincero.
para 2015 apenas quero tempo e saúde para gozar desta família, destas destas minhas pessoas, destas novas vidas que crescem graças às fortes raízes que vamos alimentando.

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