|a passo e passo|

aos poucos voltar ao que era.
voltar a ter tempo para ler, para escrever, para pensar.
aproveitar os tempos mais calmos, em que o escritório parece quase vazio, e organizar as ideias.
preparar listas com almoços e jantares, listas de compras, listas de coisas a fazer.
esta nova realidade – papel de mãe + novo emprego – desorientaram-me completamente fazendo com que as dificuldades em manter o foco sejam enormes.
aos poucos consegui voltar a encontrar tempo para ler [sem adormecer entre uma página e outra]. consegui acabar o livro que começara há meses e ter já um novo a meio.
aos poucos, consegui voltar aqui. para ler o que por cá se passa e para descomprimir entre teclas.
aos poucos, a passo e passo, vou conseguindo pensar numa outra dimensão que não apenas aquela que me ocupa a grande maioria do tempo.

|a passo e passo|

|do orgulho que não se mede em palavras|

[nem em prémios, menções ou reconhecimentos]

ao longo dos anos tenho tido o prazer de me fazer rodear de pessoas tão especiais, tão geniais e tão únicas que me fazem sentir orgulho a cada um dos seus feitos.

somos todas muito diferentes, quer em estilo de vida quer em personalidade. encontramo-nos algures entre a paixão pela comunicação e divergimos a partir daí.

são anos e anos de palavras soltas, anos e anos de gargalhadas e lágrimas, anos e anos de conversas à mesa e de emails mais ou menos longos com novidades mais ou menos bombásticas [ou meramente corriqueiras].

são muitos os quilómetros que nos separam, são muitos os sonhos e objetivos que nos distanciam, mas nada nos une mais do que sentimos umas pelas outras.

e nestes últimos tempos não podia estar mais orgulhosa por ver o talento, o esforço e a dedicação de quem me é querido reconhecido além fronteiras.

todas sabemos o quanto a .j. é especial. todas nós reconhecemos naquele olhar doce a chama e a curiosidade que lhe paira na mente, a forma diferente de ver as coisas, o outro lado de tudo o que os outros vêem. a.j. sempre conseguiu ver para lá das linhas e dos fotogramas. sempre conseguiu ler para além das letras e das palavras. e hoje, esse trabalho é mais do que meritoriamente reconhecido. já o foi anteriormente, a nível nacional e internacional, e hoje junta um dos mais prestigiados prémios do jornalismo europeu – European Press Prize – na categoria de Inovação.

o mérito e o prémio é de toda a equipa, mas hoje é a .J. que interessa. é dela que me orgulho, é o percurso dela que me deixa de coração cheio, é o talento, o profissionalismo e a dedicação dela que elogio. Parabéns!!!

Para ver, ouvir e recordar.

http://multimedia.expresso.pt/jihad/PT/matar-e-morrer/index.html

 

|do orgulho que não se mede em palavras|

|tês, dia tês do tês|

e já lá vão 57 anos desde que dizia isto.

todos os anos o tio faz questão de nos lembrar deste momento, do momento a partir do qual ela conseguiu verbalizar o seu aniversário.

não é fácil falar da minha relação com a minha mãe. são papeis que se confundem graças a uma cumplicidade inexplicável. Fomos e somos cúmplices no dia a dia. basta a forma como ela ou eu atendemos o telefone para saber se está ou não tudo bem. temos personalidades semelhantes que divergiram à medida que os anos foram passando. pensando bem, não divergimos assim tanto. apenas o foco da nossa atenção está em pontos diferentes. chocamos muitas vezes, principalmente na minha adolescência, mas nada que uma noite bem dormida não resolvesse.

não sei ficar chateada com a minha mãe. não sei nem quero saber.

nunca menti à minha mãe [omiti apenas uma pequena aventura que tenciono contar-lhe daqui a muitos anos, quando ela já não ficar chateada e se conseguir rir das peripécias em que me meti]. nunca senti necessidade de lhe mentir. a bem ou a mal, lá lhe contava as coisas, deixando-a, por vezes, em choque e irritada, mas conseguindo sempre levar a minha avante. se nos zangávamos, a discussão era dura, mas era por pouco tempo.

eu e ela combinávamos de forma a “proteger” o meu pai dos potenciais desgostos que as minhas peripécias lhe poderiam causar. cogitávamos sempre uma forma de o proteger, de fazer tudo para que eu pudesse viver a adolescência em pleno sem “magoar” o meu pai.

mais tarde, foi minha confidente nos namoros “mais à séria”, daqueles que frequentam a casa e conhecem os pais. desde sempre deixou bem vincada a sua opinião sobre esses “namorados”; nunca escondeu que não gostava das minhas escolhas, mas nunca me proibiu de nada.

limpou-me as lágrimas e fez-me levantar a cabeça e seguir em frente. “De amor não se morre; vive-se”, dizia ela e dizia o poeta.

foi também minha conselheira no que diz respeito ao casamento, ao funcionamento de uma relação equilibrada e do respeito mútuo. em muitas coisas sigo o seu exemplo [creio até que lhe copiei os critérios na escolha do marido]. se escolhi casar pela igreja não foi apenas para fazer a vontade ao meu pai, nem apenas porque acredito no matrimónio; escolhi casar na igreja, na mesma igreja onde os meus pais haviam casado 33 anos antes, como homenagem à relação que me serve de exemplo e como que a reclamar a mesma sorte para mim.

sem dúvida, a minha mãe é uma verdadeira companheira. não só para mim, como para o meu pai, a minha irmã, os meus sobrinhos. uma verdadeira guerreira, com uma personalidade de fibra e que tem vindo a aguentar-se estoicamente para proteger os que ama. feitiozinho torcido e difícil de vergar, mas mole como manteiga se fizermos as coisas do jeito certo.

mais do que mãe, foi, é e sempre será a minha melhor amiga. recuso convites e adio planos para poder estar com ela, ouvi-la e apoiá-la.

faço-me forte por ela. escondo as lágrimas por ela. guardo na memória até mesmo as bofetadas, as palmadas e os ralhetes. guardo-a na memória, todos os dias mais um bocadinho. prendo-a a mim, a nós e à nossa família. hoje e todos os dias.

e serão sempre tês, dia tês do tês.

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|tês, dia tês do tês|

|a Humanidade não é flor que se cheire|

já dizia Saramago e ouvi-o hoje nas palavras de Maria Rueff em entrevista à Maria Capaz.

“Nós somos muito a comédia triste. Somos muito comezinhos, muito invejosozinhos, muito egocentradozinhos”

toda a entrevista poderia ser citada aqui, pois gosto imenso da Maria Rueff. há qualquer coisa de agridoce nesta mulher super talentosa que me deixa rendida.

“Dêm-nos o direito de chorar,de sofrer, de mostrar os lutos e mais, de mostrar que a vida tem falhas, tem erros, tem Outonos.”

hoje, não sei se será do cinzento da rua, do frio e da humidade lá fora, era capaz de a ouvir em loop.

|a Humanidade não é flor que se cheire|

|última segunda feira de 2014|

e parece que toda a gente tirou férias.

o telefone não toca, não há resposta aos emails, nem tão pouco avisos de leitura.

está tudo a recuperar do natal e a entrar em estágio para enfrentar 2015.

fazem eles bem, pois hoje só se está bem enrolados em casacos, lãs e mantas… ou sentados ao sol, bm enroscados em coisas quentes e a deixar que os raios se encarreguem de aquecer o rosto.

enquanto isso, por aqui, as mãos gelam e o cérebro demora a processar tal é a lentidão a que as células se movem graças às baixas temperaturas…

[fora de brincadeiras, a temperatura aqui dentro deve ser negativa, só pode.. não há aquecedor que nos valha]

9232aab147c5ed6297fa0f34d55b6bd0 cb8cd44de5d8084dbdf899075b8ab01d[ por aqui o outfit poderia muito bem ser este…é que está um frio que não se aguenta…]

>> Créditos | Imagens | Pinterest

|última segunda feira de 2014|

|pessoas que me inspiram|

Barbara Corcoran, a “shark lady”, do Shark Tank amerciano.

E não é só lá fora que há mulheres assim, de fibra, daquelas que vergam mas não quebram…

Senão espreitem só por aqui: www.wordofwomen.com

word of women

Palavra inspira palavra, ideia inspira ideia… Queremos mais ideias e mais ações no feminino.

Vale a pena acompanhar também por aqui: https://www.facebook.com/wordofwomen

e conhecer melhor os projetos que estas mulheres têm vindo a apoiar e a dar a conhecer

 

|pessoas que me inspiram|

|das coisas simples da vida|

e, basicamente, porque se aproxima a hora de almoço…

Aproveitei para dar um pulinho às redes sociais e dei logo de caras com algo que mexe com todos os meus sentidos: um prato de pasta, simples, rápido e sem dar muito trabalho!

A receita é de Mafalda Pinto Leite...

Já há algum tempo que acompanho as suas receitas; creio, até, que um dos primeiros livros que comprei para esta minha nova cozinha era dela.

Gosto da simplicidade, quer na confecção, quer na escolha dos ingredientes.

Este novo livro ainda não o tenho, mas gostava. e daquilo que vou vendo pelo blog/facebook/instagram, era coisa para usar com muita frequência.

Basicamente, para hoje era isto:

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RECEITA

300g de massa (usei tagliatelle)
1 cebola cortada em fatias finas
2 ramos de manjericão
4 dentes de alho fatiados
3 colheres de sopa de azeite
4 tomates maduros, cortados em pedaços
malaguetas moídas, a gosto
sal e pimenta
4 1/2 chávenas de água

 

INGREDIENTES

Colocar todos os ingredientes numa frigideira grande e funda. Não se preocupe se a agua não cobrir toda a mistura.
Leve ao lume e deixe ferver por 9 minutos ou até a massa estar cozinhada a gosto. Durante este tempo de cozedura, mexa varias vezes, para misturar bem todos os ingredientes.
Sirva polvilhado com bastante parmesão e mais folhas de manjericão.

 

Pois, então, Bom Apetite!

[por aqui ficamos-nos por uma mistura de alfaces, tomate, beterraba e peru]

>> Créditos | Imagem e Receita | Dias Com Mafalda

|das coisas simples da vida|

|tortura é…|

ter um livro super interessante na mala e ter de ler uma série de linhas que não interessam nem ao menino jesus.

estar um tempo do camandro lá fora e só apetecer estar em casa, sem o barulho das apitadelas dos carros ou das sirenes das ambulâncias

abrir as páginas de redes sociais e ter vontade de comer qualquer coisa com açúcar e canela, acabado de sair do forno, e acompanhado com um café de cafeteira acabado de fazer…

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[acho que me fico só pelo café… e pela música]

 

>> Créditos | Fotos | Call me Cupcake

|tortura é…|

|da cozinha, com amor|

Depois de um fim de semana passado em volta do forno, com batedeiras, espátulas e cortantes à mistura, chego à conclusão que isto poderá ser altamente viciante.

Aquilo que me parecia ser uma óptima terapia, afinal, revelou-se um tanto contra-producente [na medida em que fico em estado e alerta sempre que encontro uma receita interessante]…

Basicamente, olhando para as imagens abaixo, se percebe onde eu me sentiria bem neste  momento 😉

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Parece tão simples!!!

 

>> Créditos | Imagens | Malipi

 

|da cozinha, com amor|

|lunch break|

Estivesse eu em casa, e prepararia algo semelhante para o almoço:

IMG_5138.JPG

 

A ideia foi retirada de um dos “menus” da Joana Roque, no blog “As Minhas Receitas”. Tem sempre ideias tão boas quanto saudáveis! Já tenho alguns livros lá por casa, mas vou sempre mantendo o blog mais à mão 🙂

Assim, para preparar estes Hambúrgueres de Peru com Sementes de Sésamo e Mollho Sweet Chili será necessário:

Ingredientes para 2 pessoas:

300g de peito de peru
3 colheres de sopa de sementes de sésamo
2 colheres de sopa de óleo de sésamo tostado
sal e pimenta q.b.
molho sweet chilli q.b. para servir – receita aqui (http://paracozinhar.blogspot.pt/2012/03/molho-sweet-chilli.html)

Preparação:

Num robot de cozinha ou com uma máquina própria de picar, pique a carne de peru. Coloque-a numa taça e tempere-a a gosto com sal e pimenta, 1 colher de sopa de sementes de sésamo e com o óleo de sésamo tostado. Amasse bem e forme 4 hambúrgueres pequenos.
Role-os depois pelas restantes sementes de sésamo e coloque os hambúrgueres no frigorífico para ganharem alguma firmeza antes de os cozinharem.
Grelhe depois os hambúrgueres, de ambos os lados até ficarem bem passados.
Sirva com o molho sweet chilli, com uma salada verde e um pouco de arroz.

 

Mas, pronto! Vou ali à copa comer uns legumes aquecidos no microondas e já volto…

Bom Apetite!

 

>> Créditos | Receita e& Imagem | As Minhas Receitas

 

|lunch break|