|na pressa|

hoje saltamos da cama e, à pressa, preparamos tudo para um dia que será bem longo.
em bicos de pés, preparei-me para sair de casa enquanto te espreitava pela porta entreaberta a vigiar o teu sono. estava à espera que acordasses, mas rezava para que demorasse sempre um pouco mais para eu me conseguir despachar.
fizemos as coisas à pressa para que, no meio da pressa, a mãe não perdesse o comboio.
mentalmente, tentava elaborar um discurso, aquele que te diria, entre abraços e beijinhos no pescoço, quando acordasses. tentava explicar-te que hoje a mãe vai estar fora, vai passar o dia fora mas é por um bom motivo. a mãe vai estar a trabalhar, a tentar ultrapassar mais um obstáculo para podermos ter uma vida um pouco “mais simpática”. acredito, seriamente, que se eu te explicar tudo direitinho, tu vais entender e não vais fazer qualquer tipo de julgamento.
hoje, na pressa, apressamos a melhor parte dos nossos dias, aquela que tem sido só minha quase desde que tu nasceste: o teu despertar. um despertar tão lento como saboroso, com risos e sons palrados, com olhares revirados de alegria, com braços elevados acima da cabeça em jeito de preguiça. com mãos pequeninas que me tocam no rosto, que tentam apanhar o meu cabelo por entre os dedos pequeninos.
para além da distância e do tempo de ausência, hoje o dia será difícil pois, na pressa, apressamos a melhor parte.

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|na pressa|

|quando a questão dos banhos vem a público|

Um grupo norte-americanos defende que o duche diário é desnecessário e que faz mal. Só se lavam quando lhes apetece e não usam desodorizante. Os médicos portugueses garantem que tomar um banho todos os dias não faz mal à pele, mas dois já é um exagero. Por outro lado, o uso de um desodorizante é fundamental.

o tema não é recente, tal como não são novos os argumentos trazidos para a discussão.

recorrentemente trocamos opiniões, experiências e pontos de vista aqui por estas bandas. estamos longe de chegar a um consenso. estamos longe de querer definir uma regra ou aquilo que deverá ser tido como uma prática universal.

partindo da notícia citada acima e de um tema abordado no blog do João Miguel Tavares – Pais de Quatro – onde se falava sobre a diferença de mentalidades quanto à questão do banho diário a menores de 6 anos, leva-me a concluir que não estou certa nem errada quanto à minha concepção de banho diário. apenas tenho as minhas rotinas.

a questão do banho poderá estar associada a questões climatéricas, a questões culturais [sempre desconfiei de um povo que inventa o perfume só para suprir a necessidade de tomar banho], ou mesmo a questões dermatológicas.

em termos de questões dermatológicas, se pensarmos nas agressões diárias que infligimos ao maior órgão do corpo humano, constatamos a necessidade de preservar o mesmo. e preservar é cuidar, mimar, proteger, mesmo que isso implique “passar por água”.

para mim, um banho não é apenas uma questão de higiene – é uma questão terapêutica. preciso de um duche de manhã para acordar bem disposta, preciso de um banho à noite para relaxar e combater as insónias. mais do que uma questão de higiene, é uma questão de bem-estar.

é também uma questão de rotina, pois é algo que foi colocado em prática desde que me lembro de ser gente. em casa dos meus pais havia bidé [ou bidet] que servia apenas para duas coisas: lavar roupa delicada e como suporte de revistas.

em minha casa, existe bidé [ou bidet] e serve exatamente para o mesmo.

tenho 9 sobrinhos, 7 dos quais entre os 6 meses e os 9 anos, e, na sua maioria, tomam banho diariamente. mesmo o mais novo é uma daquelas crianças que relaxa com o banho. uma vez mais, uma questão de rotinas, de hábitos de práticas. mesmo no caso de dois deles, com pele atópica, o banho tem um efeito calmante na pele irritada [com o devido controlo da temperatura, moderação no uso de sabonete e utilização de toalhas fofinhas]

junte-se todos os argumentos que eu acrescento mais um – gosto muito do cheiro a banho-acabado-de-tomar 🙂

|quando a questão dos banhos vem a público|

| Setembro – a parte menos boa |

Por essas redes sociais só se fala em setembro como um novo começo, um novo ano, uma nova etapa…

Por aqui, o regresso ao trabalho já se fez há algum tempo e só poderia ver isso como um novo começo se tivesse estado um mês de férias [no mínimo]

Este 1º setembro ficou marcado por novas rotinas, isso sim [e que, provavelmente, só irão durar o mês de setembro]… Estamos de volta aos transportes públicos, com direito a tudo o que tem de bom e de mau…

Hoje só me consigo lembrar mesmo da parte má: comboio cheio, apinhado de gente que ainda vai para a praia, com biquinis e calções de banho, mochilas e lancheiras, guarda-sóis e pára-ventos, em amena cavaqueira, enquanto que aqui a pessoa ainda mal abriu os olhos e gostava de encontrar um lugarzito para se sentar, ler um pouco e acordar para a vida.

A parte má continua com o caminho a pé até ao escritório… 9h25 da manhã e já está calor. certinho como chego toda pegajosa e a precisar de um bom banho. e vou ter de ficar assim até às 20h00, hora a que provavelmente chegarei a casa, se conseguir caminhar bem rápido pelo meio das obras até ao metro, e depois até ao comboio.

[ok, para muita gente, isto faz parte da rotina; para mim, já fez parte e agora voltou a fazer. mas continuo a não gostar. posso.]

a ideia de estar sem carro também não ajuda… logo hoje que dava mesmo jeito ter o carro à mão 😦

[este período pós-almoço é crítico. enquanto que, para uns, dá-lhes o sono, a mim dá-me para ficar irritada e um pouco de mal com a vida. é isso ou hoje acordei em dia não]

| Setembro – a parte menos boa |

[rotinas]

Levanto-me cedo.

Gosto de ter tempo para tomar o pequeno-almoço sentada no sofá, enquanto vejo as notícias ou uma outra coisa que esteja a dar na tv…

Preparo o lanche e o almoço para levar comigo nos dias em que tenho de sair de casa e passar todo o dia fora.

Escolho o que vou vestir e passo a camisola/camisa/t-shirt ou lá o que seja a ferro pois gosto de vestir a roupa acabada de engomar.

Tomo banho e escovo os dentes enquanto ouço música… tomo banho duas vezes ao dia – de manhã e à noite – pelo menos, e dizem os mais antigos que vou romper a pele.

Por isso ponho creme e maquilho-me…

E é isto todos os dias, com raras excepções ao sábado, se ficar por casa de manhã.

rituals

[rotinas]