|do orgulho que não se mede em palavras|

[nem em prémios, menções ou reconhecimentos]

ao longo dos anos tenho tido o prazer de me fazer rodear de pessoas tão especiais, tão geniais e tão únicas que me fazem sentir orgulho a cada um dos seus feitos.

somos todas muito diferentes, quer em estilo de vida quer em personalidade. encontramo-nos algures entre a paixão pela comunicação e divergimos a partir daí.

são anos e anos de palavras soltas, anos e anos de gargalhadas e lágrimas, anos e anos de conversas à mesa e de emails mais ou menos longos com novidades mais ou menos bombásticas [ou meramente corriqueiras].

são muitos os quilómetros que nos separam, são muitos os sonhos e objetivos que nos distanciam, mas nada nos une mais do que sentimos umas pelas outras.

e nestes últimos tempos não podia estar mais orgulhosa por ver o talento, o esforço e a dedicação de quem me é querido reconhecido além fronteiras.

todas sabemos o quanto a .j. é especial. todas nós reconhecemos naquele olhar doce a chama e a curiosidade que lhe paira na mente, a forma diferente de ver as coisas, o outro lado de tudo o que os outros vêem. a.j. sempre conseguiu ver para lá das linhas e dos fotogramas. sempre conseguiu ler para além das letras e das palavras. e hoje, esse trabalho é mais do que meritoriamente reconhecido. já o foi anteriormente, a nível nacional e internacional, e hoje junta um dos mais prestigiados prémios do jornalismo europeu – European Press Prize – na categoria de Inovação.

o mérito e o prémio é de toda a equipa, mas hoje é a .J. que interessa. é dela que me orgulho, é o percurso dela que me deixa de coração cheio, é o talento, o profissionalismo e a dedicação dela que elogio. Parabéns!!!

Para ver, ouvir e recordar.

http://multimedia.expresso.pt/jihad/PT/matar-e-morrer/index.html

 

|do orgulho que não se mede em palavras|

|das coisas que fazem mais sentido hoje|

o orgulho.

sem dúvida alguma, o orgulho no pai que tenho.

há dias, secava-lhe as lágrimas quando se achava demasiado “lamechas” para ser o “homem da casa”, para ser o líder. achava-se incapaz por fazer da sua bondade a medida para a bondade dos outros. achava-se incapaz por ser capaz de se colocar no papel dos outros e de não ser capaz de prejudicar ninguém. antes prejudicar-se a si do que aos outros.

há uns bons anos atrás – 14 anos, talvez – demos-lhe os bons dias quando ele ainda estava na cama. levantamo-nos bem cedo e rodeamos-lhe a cama para o surpreender. a surpresa fê-lo duvidar se teria sido sempre um bom pai pois nem sempre nos dera aquilo que queríamos.

há uns bons anos atrás, tinha eu uns 17 anos, fechei a porta de casa ao meu pai como reacção ao facto de me terem fechado a porta de casa por ter chegado depois da hora. recebi o maior castigo de sempre: a indiferença do meu pai durante 5 dias consecutivos. nunca nada foi tão penoso, nunca nenhum castigo me doeu tanto e nunca nenhuma outra experiência me ensinou tanto.

há uns anos, levou-me a casa de uma amiga para que fossemos passar uns dias de férias. despediu-se de mim com os olhos marejados. perante o espanto da minha amiga, expliquei-lhe que não se tratava de duvidar ou não da qualidade da condução dela, mas sim do facto de me afastar de casa por quatro dias. de me afastar dele por 4 dias.

ao longo dos anos fomos sempre crescendo com a nítida consciência da efemeridade da vida, com a consciência que somos o aqui e o agora, que nos podemos perder uns dos outros e que nos podemos perder uns aos outros. foi assim quando aos 3 anos de idade vi levarem o meu pai numa maca, tirarem-no de casa a meio da noite e só o devolverem na manhã seguinte. e é assim de cada vez que o vejo com uma “aflição”, de cada vez que o vejo com uma indisposição, de cada vez que olho para as mãos trémulas e percebo que algo não vai bem.

de cada vez que as coisas correm mal, a cada vez que ele duvida da sua capacidade de líder, da sua capacidade para ser um bom pai, eu procuro lembrá-lo que tenho muito orgulho em ser filha dele! que posso sair à rua de cabeça erguida graças à educação que ele me deu. que posso ir na rua e cumprimentar este mundo e o outro pois sou filha do Araújo e neta do Zé de Valongo.

Se algum dia duvidares da tua capacidade de ser pai, podes sempre passar neste meu cantinho e reconheceres nas minhas palavras a tua bondade, a tua coragem, a tua honestidade e a tua resiliência. sem dúvida, posso dizer que sou hoje o espelho daquilo que me ensinaste e tenho tanto, mas tanto orgulho nisso!!!

Obrigado, Pai! Por tudo!

|das coisas que fazem mais sentido hoje|

|sobre isto do Dia Internacional da Mulher|

não o comemoro de forma particular, não assinalo o dia com uma comemoração especial, nem exijo tratamento especial.

exijo o que exijo todos os dias: respeito, carinho e compreensão. por esta mesma ordem e está de boa medida.

mas isto porque cresci com a certeza que as mulheres jamais serão iguais aos homens e com a certeza que não quero que assim seja. cresci com a certeza que o respeito pela condição humana é igual independentemente do género, da raça ou da crença.

lá em casa nunca houve grande distinção entre tarefas “de mulher” e tarefas de “homem”. cada um faz o que lhe compete numa casa dominada por mulheres. o meu pai estava em minoria e nem por isso foi um privilegiado. ainda hoje é o dia em que, estando todos à mesa, ele se levanta para começar a arrumar; ainda hoje é o dia em que ele se levanta mais cedo para limpar o fogão a lenha e o acender para que a cozinha esteja sempre mais confortável.

numa casa onde todos somos iguais, havia apenas duas diferenças.

1ª – para o meu pai, as meninas não devem jogar futebol pois ficam com as pernas arqueadas

2ª –  cá em casa pai e mãe mandam em igual medida.

crescer numa família dominada por mulheres, algumas das quais viúvas, ajuda a perceber que a força física não é exclusiva do género masculino, que a dureza das palavras e a ausência de lágrimas também não. crescer rodeada de mulheres que vivem em pé de igualdade com os homens que escolheram ter do seu lado fez-me crescer com a certeza que a liberdade e o direito de escolha fazem parte da condição humana e não do género.

cá em casa, os homens também choram, também se emocionam com o “Ponto de Encontro” ou com as novelas; cá em casa os homens também se emocionam nas reuniões familiares e quando enaltecem o crescimento dos filhos.

cá em casa as mulheres são mais fortes, mais resistentes e mais persistentes; cá em casa são, essencialmente, as mulheres que dão o corpo às balas e desafiam as instituições.

cá em casa os homens raramente cozinham porque dificilmente têm a oportunidade de o fazer; mas arrumam, lavam, limpam e mudam fraldas como qualquer outra pessoa.

cá em casa, tão depressa deixava um recém-nascido com a minha mãe como com o meu pai e saía descansada. cá em casa, a única diferença entre homens e mulheres é que estas engravidam e têm a benesse de dar à luz e aqueles não. mas têm exatamente a mesma obrigação e a mesma responsabilidade na educação e criação dos filhos.

cá em casa é assim. mas em muitas outras casas isso não acontece. daí a necessidade de celebrarmos e reivindicarmos a existência de um dia em defesa da igualdade de direitos, de oportunidades e de tratamento.

por isso destaco apenas um texto que li a propósito deste dia e uma resposta inteligente a uma pergunta traiçoeira:

E é para mim e para todas as mulheres que, fora do meu etnocentrismo, continuam a precisar de um dia que as lembre da luta pela igualdade. É para mim e para Jyoti Singhque, a rapariga de 23 anos que, na Índia, foi violada por um grupo de homens, às nove da noite, num autocarro depois de ter ido assistir à “Vida de Pi”. É para mim e para as meninas que, todos os dias, na Guiné Bissau são vítimas de mutilação genital feminina à sombra de crenças e de Deuses que acreditam que não merecem sentir prazer. É para mim e para todas as mulheres que têm que usar burka. É para mim e para todas as mulheres que são vendidas como escravas sexuais neste mundo fora. É para mim e para todas as mulheres na Arábia Saudita que ainda não podem conduzir, mas que, em 2016, quando se realizarem eleições autárquicas, vão poder candidatar-se e votar. É para mim e para as mulheres da Nigéria, para quem a violência “vinda do marido com o objectivo de corrigir a sua mulher” está prevista na lei. É para mim e paras a mulheres de Madagáscar que não podem trabalhar em fábricas à noite, a não ser que estas pertençam à sua família. É para mim e para as mulheres da República Democrática do Congo, que são obrigadas a casar e a viver com os marido e a estar com eles onde quer que “o homem decida viver”, não podem assinar qualquer contrato, escolher um emprego ou ter um negócio sem a autorização do cônjuge. É para mim e para as mulheres da Tunísia e dos Emirados Árabes Unidos que recebem apenas metade da herança em relação aos irmãos do sexo masculino. É para mim e para uma em cada 4 que, em Portugal, se encontra desempregada. É para mim e para as mulheres que em Portugal, em 2015, continuam a sofrer uma disparidade salarial de 13% face aos homens que ocupam iguais cargos.

“O que eu mais admiro nas mulheres? Isso é claramente uma pergunta armadilhada. Aquilo que verdadeiramente faz as mulheres serem mulheres são questões anatómicas dignas da maior admiração. Só que, infelizmente, elas não podem ser explicitadas sem um homem correr o risco de parecer deselegante e primário.
Qualquer resposta está, por isso, condenada ao fracasso. Por um lado, se eu disser que aquilo que mais gosto numa mulher são determinados detalhes da sua anatomia, serei imediatamente acusado de misoginia e de objetificação. Por outro lado, se disser que são determinados traços do seu carácter, serei imediatamente acusado de generalização abusiva e de promoção de estereótipos.
Ora, isto só pode significar uma coisa: que esta pergunta foi inventada por uma mulher. E é isso que eu mais admiro nelas: a capacidade que têm de nos empurrarem para becos sem saída, de onde só podemos sair derrotados, de cabeça baixa e rendidos aos seus ardis. Ah, as sereias…”

 

“O que mais admiro numa mulher é o poder de dizer um não redondo — há poucas pessoas que têm coragem de dizer não. As mulheres são fascinantes exatamente porque são mulheres, não devem querer ser homens.”

 

|sobre isto do Dia Internacional da Mulher|

|tês, dia tês do tês|

e já lá vão 57 anos desde que dizia isto.

todos os anos o tio faz questão de nos lembrar deste momento, do momento a partir do qual ela conseguiu verbalizar o seu aniversário.

não é fácil falar da minha relação com a minha mãe. são papeis que se confundem graças a uma cumplicidade inexplicável. Fomos e somos cúmplices no dia a dia. basta a forma como ela ou eu atendemos o telefone para saber se está ou não tudo bem. temos personalidades semelhantes que divergiram à medida que os anos foram passando. pensando bem, não divergimos assim tanto. apenas o foco da nossa atenção está em pontos diferentes. chocamos muitas vezes, principalmente na minha adolescência, mas nada que uma noite bem dormida não resolvesse.

não sei ficar chateada com a minha mãe. não sei nem quero saber.

nunca menti à minha mãe [omiti apenas uma pequena aventura que tenciono contar-lhe daqui a muitos anos, quando ela já não ficar chateada e se conseguir rir das peripécias em que me meti]. nunca senti necessidade de lhe mentir. a bem ou a mal, lá lhe contava as coisas, deixando-a, por vezes, em choque e irritada, mas conseguindo sempre levar a minha avante. se nos zangávamos, a discussão era dura, mas era por pouco tempo.

eu e ela combinávamos de forma a “proteger” o meu pai dos potenciais desgostos que as minhas peripécias lhe poderiam causar. cogitávamos sempre uma forma de o proteger, de fazer tudo para que eu pudesse viver a adolescência em pleno sem “magoar” o meu pai.

mais tarde, foi minha confidente nos namoros “mais à séria”, daqueles que frequentam a casa e conhecem os pais. desde sempre deixou bem vincada a sua opinião sobre esses “namorados”; nunca escondeu que não gostava das minhas escolhas, mas nunca me proibiu de nada.

limpou-me as lágrimas e fez-me levantar a cabeça e seguir em frente. “De amor não se morre; vive-se”, dizia ela e dizia o poeta.

foi também minha conselheira no que diz respeito ao casamento, ao funcionamento de uma relação equilibrada e do respeito mútuo. em muitas coisas sigo o seu exemplo [creio até que lhe copiei os critérios na escolha do marido]. se escolhi casar pela igreja não foi apenas para fazer a vontade ao meu pai, nem apenas porque acredito no matrimónio; escolhi casar na igreja, na mesma igreja onde os meus pais haviam casado 33 anos antes, como homenagem à relação que me serve de exemplo e como que a reclamar a mesma sorte para mim.

sem dúvida, a minha mãe é uma verdadeira companheira. não só para mim, como para o meu pai, a minha irmã, os meus sobrinhos. uma verdadeira guerreira, com uma personalidade de fibra e que tem vindo a aguentar-se estoicamente para proteger os que ama. feitiozinho torcido e difícil de vergar, mas mole como manteiga se fizermos as coisas do jeito certo.

mais do que mãe, foi, é e sempre será a minha melhor amiga. recuso convites e adio planos para poder estar com ela, ouvi-la e apoiá-la.

faço-me forte por ela. escondo as lágrimas por ela. guardo na memória até mesmo as bofetadas, as palmadas e os ralhetes. guardo-a na memória, todos os dias mais um bocadinho. prendo-a a mim, a nós e à nossa família. hoje e todos os dias.

e serão sempre tês, dia tês do tês.

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|tês, dia tês do tês|

|as coisas boas devem ser partilhadas|

A Sul da Sorte

Milhares de pessoas atravessam todos os dias o Mediterrâneo a caminho da Europa. É à Sicília que chega a maioria dos migrantes que sobrevivem à travessia do mar. Nesta história há um continente que se move e uma Europa ainda à procura da melhor forma de lidar com o fenómeno.

Por Catarina Santos, na Sicília

 

um talento único para fazer com que os ouvidos “vejam” aquilo que só os olhos alcançam.

assim é o talento da Catarina.

autora de trabalhos incríveis, de inquestionável qualidade, continuo a recordar um ainda de ambito académico e que me foi dado como exemplo para perceber o poder da rádio. foi dado como exemplo de como se pode conhecer o mundo – no caso, uma cidade – sem abrir os olhos, vendo com aquilo que foi feito para ouvir.

talentos assim merecem um carinho e um reconhecimento especial.

 

|as coisas boas devem ser partilhadas|

|bugiada – porque isto também sou eu|

Ao contrário do “espírito livre” que sempre julguei ser, sou uma pessoa de raízes… raízes profundas no que diz respeito ao lar, à família e às tradições.

não me imagino a viver de forma errante, a fazer do mundo a minha casa. não sou do género cosmopolita que gosta de viajar sem destino certo. gosto de viajar sabendo que voltarei à minha casa; que voltarei ao meu quarto, ao meu sofá e à minha varanda; que voltarei a abraçar e a cheirar as minhas pessoas, a sentir o calor dos meus de tempos a tempos [sendo que o intervalo desses tempos tem de ser muito curto].

não sei viver à distância, não sou feliz assim.

percebi-o quando, num acesso de independência, decidi sair de casa para estudar, numa universidade relativamente perto de casa mas longe dos meus amigos. não sou bicho que se dê sozinho. não me importo de estar só sabendo que é apenas por horas. é isso, gosto de ser independente mas apenas por algumas horas, em que estou bem comigo mesmo.

quanto às tradições, vivo-as desde pequena. fazem parte de mim, do que eu sou e de como eu sou. cresci no meio disto e este é o dia em que a família e a tradição mais se enraízam em mim.

Bugios e Mourisqueiros
Bugios e Mourisqueiros

há todo um ritual que envolve este dia… amuos, resmungos e um tom de voz mais elevado culminam num dia de grande azáfama e animação. os dois lados do ritual estão bem presentes lá em casa, mas invertidos: a tensão dá lugar à festa, enquanto que na lenda a festa dá lugar à tensão, que culmina em grande animação.

em tempos, uma amiga escreveu sobre este dia, de forma peculiar, mas que ainda hoje me faz rir. o pai passa a padrinho deste gente toda e ainda hoje assim o é.

 

 

Faltam dias, apenas alguns dias para que a vila se encha de cor, ganhe uma nova vida para  depois voltar ao murmúrio dos dias da aldeia. [hoje começam as comemorações com a inauguração de um espaço muito especial, sobre o qual é possível ler aqui.]

|bugiada – porque isto também sou eu|

|Girls Night Out|

Sabem bem dias assim

dias que terminam em amena cavaqueira, com as amigas de sempre, nos locais de sempre

espera-nos um longo fim de tarde [certamente se prolongará noite dentro tantas são as conversas pendentes]

volvidos 14 anos continua a não faltar assunto nem tema de conversa, principalmente com um foco principal: as nossas vidas

não que sejam deveras interessantes, cosmopolitas, aventureiras, emocionantes ou “spicy”

mas são as nossas rotinas, o nosso dia a dia, as nossas emoções, as nossas conquistas, medos e angustias; são os nossos, os meus e os delas, os que conhecemos bem e os que nos conhecem como ninguém.

hoje matamos saudades.

e, fosse o S. Pedro um tipo mais porreiro, a noite poderia prometer muito mais.

 

 

[sim, somos do tempo em que se dançava ao som disto e era tão bom!]

|Girls Night Out|

|PAI|

Assim, em maiúsculas, dada a importância que tens na minha vida.

Não sendo filha única, sempre fui muito mimada por ti.

Sendo a filha mais nova, a mais “maria-rapaz”, a mais desastrada, a mais explosiva, sempre tive o apoio/protecção do “meu” pai.

Sendo pai de duas raparigas, sempre foste um pai muito protetor… Um pai muito presente, um pai muito “colaborante” [ao contrário da maior parte dos homens da tua geração], um pai muito carinhoso e rígido ao mesmo tempo, na medida certa.

Recordo o dia em que te vi chorar pela primeira vez… naquela manhã, uma parte de mim ficou completamente às escuras… senti-me completamente perdida pois percebi que a vida é frágil e que tu também tens os teus momentos de fraqueza.

Ainda hoje é o dia em que algumas pessoas se recordam de te ver passar na rua com a minha irmã pela mão e eu encarrapitada nas tuas costas. Ainda hoje há quem recorde de te ver passar 5 dias com uma bébé de três meses, sozinho, sem a mãe por perto… E saíste-te bem, ao que tudo indica 🙂

Tínhamos sempre receio que ficasses zangado, morria por dentro de cada vez que te via triste por qualquer asneira que eu tivesse feito [como aquela em que te fechei a porta de casa e que ficamos sem nos falar durante 5 dias]… Saber que ias ficar triste era a melhor “arma” para combater qualquer travessura.

Todos os anos, por este dia, recordo a manhã em que te acordamos para te dar um beijo e um cartão de Feliz Dia do Pai… Choraste pois achavas que não eras um bom pai. Não só és um bom pai, como és o melhor PAI do mundo! Assim, em maiúsculas.

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Feliz Dia do(s) Pai(s)

[este dia só fica completo com a presença da mãe… ela é o ponto de equilíbrio nesta história de amor… esta é uma das fotos que guardo com mais carinho pois soube que, por esta altura, eu teria já 3 meses de gestação… pelas vossas caras de cumplicidade, depreendo que fosse um momento feliz ;)]

|PAI|

|eusébio|

o génio e o talento de Eusébio da Silva Ferreira (imagem publicada no Facebook por Carlos Vaz Marques)
o génio e o talento de Eusébio da Silva Ferreira
(imagem publicada no Facebook por Carlos Vaz Marques)

benquista por convicção e por amor ao meu pai, adepta do futebol por acreditar no carácter social deste desporto, bem como na capacidade de fazer daqueles que não se deixaram deslumbrar pelo sucesso adultos saudáveis e responsáveis, não podia ficar indiferente à morte de Eusébio.

ainda bem que lhe foram prestadas diversas homenagens ainda em vida e que lhe foi reconhecido o mérito e o talento inédito para as lides da bola.

será sempre um marco na cultura desportiva portuguesa.

|eusébio|