|faz-me espécie|

chega mesmo a irritar-me alguns comportamentos à mesa.

desde a forma como se segura o garfo [nada de punhos cerrados em torno do garfo com o polegar a vir por cima], à velocidade com que se leva a comida à boca, à quantidade de comida que se leva à boca, aos barulhos que se fazem e até mesmo à forma como se arrumam os alimentos no prato.

não sei se terei algum tipo de comportamento obsessivo-compulsivo mas são coisas que me irritam e às quais dificilmente fico indiferente.

é isso e estragar comida. pedir uma torrada para pequeno-almoço e deixar ficar a côdea e uma boa parte do miolo agarrado. olhava-se para aquele prato e era bem pior que o mar dos sargaços. mais de metade da torrada estava ali, esfrangalhada.

pergunto-me eu: se não gostam de côdea, porque não pedir uma torrada aparada? ou um pão? ou outra coisa qualquer que não tenha aquelas extremidades?

a questão de “tanta gente a passar fome e “aquilo” ali vai direto para o lixo” também me ocorre… mas a irritação com o estado em que fica o prato, a mesa e os guardanapos causa-me uma espécie de urticária.

 

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|faz-me espécie|

|em jeito de regresso|

dias cheios, com tanta coisa a acontecer, com uma mente quase a explodir e uma energia frenética que se opõe ao cansaço físico.

por aqui estivemos em pausa e procuramos arrumar as ideias em palavras, em frases com sentido.

por aqui, arrumamos a cabeça para voltar a escrever. arrumamos a cabeça para fazer com que as palavras fluam, uma a uma, sem atropelos nem empurrões.

por aqui há tanta coisa para colocar na ordem. a casa já está. agora falta este espaço aqui.

e isto vai servindo de inspiração…

|em jeito de regresso|

|nascer de avental|

claramente, devo ter nascido de avental.

não conheço ninguém com tanta vocação para ser servil, ou para se por a jeito para ser servil.

não há festa/jantar/evento nenhum(a) onde não dê uma de criada, sempre pronta para ajudar os outros na colocação das mesas, na distribuição dos pratos, e em toda a logística necessária de forma a que não falte nada a nenhum dos convivas.

ele é assegurar que tudo vai ser servido a tempo; ele é assegurar que há ofertas para carnívoros, vegetarianos e macrobióticos; ele é assegurar que há bebida para todos os gostos e adequada aos credos de cada um.

assegurar-me e assegurar ao “dono da festa” que tudo vai correr bem é algo que me assiste. claramente, perita em encarnar a escrava isaura que há em mim.

desconfio seriamente se não terei já nascido de avental, ou se não me terão trocado as voltas e colocado um avental ao invés de um babete.

esta aptidão inata, associada a uma vestimenta monocromática, faz de mim um dos elementos do pessoal de serviço sem a menor dificuldade.

verdade, verdadinha. não foi uma nem duas as vezes que fui confundida pela criada lá do sítio.

é isto ou realmente coloco-me a jeito.

[e nada contra as criadas ou equiparável]

|nascer de avental|

|just to say hi|

A época clama por uma presença efetiva, por uma proximidade física, por um contacto real.

Por aqui ainda nos estamos a organizar de forma a poder dar o melhor presente de todos – uma atenção total e totalmente despretensiosa.

ainda luto com os horários, com a gestão do tempo.

ainda luto para me organizar e daí poder dar o melhor de mim.

[não que tenha muito que fazer, mas porque tenho de gerir o cansaço e a vontade de não fazer nada]

enquanto isso, tento manter-me na melhor companhia…

 

|just to say hi|

|empurrar com a barriga|

adiar, adiar e continuar a adiar.

adiar falar sobre as coisas que não gostamos de falar.

empurrar para algures no tempo onde possa ser menos importante. empurrar para algures no tempo onde não custe [ou custe menos um pouquinho]

brincar com as palavras, rir das situações, levar a vida atrás de uma máscara que nos permite ser aquilo que queremos e adiar ser aquilo que não queremos.

empurrar com a barriga sempre que algo nos aborrece, sempre que algo nos atormenta. empurrar e enfiar dentro de caixas com fechos apertados, sem brechas para espreitar. empurrar para um momento no tempo onde já não faça sentido e quando já não nos atormente.

adiar a dor para viver o momento. para gozar dos dias mais felizes. para viver das pequenas conquistas. para viver dos pequenos gestos de quem nos está próximo.

adiar a dor de cabeça, a indisposição, o mau feitio e ser feliz porque se fez alguém feliz.

empurrar com a barriga acaba por ser isto. adiar o que não gostamos, afastar as nuvens negras e aproveitar que o sol brilha lá fora sem pensar que amanhã irá chover torrencialmente… [who cares?!]

1952

 

>> Créditos | Imagens | Pinterest

|empurrar com a barriga|

|O chocolate está a esgotar-se|

Diz o Observador

E isto é mais do que motivo para alarme!

A oferta não dá resposta à procura, a balança está desequilibrada graças ao aumento do consumo deste bem precioso nas economias emergentes… Num prazo de 50 anos a produção será bem inferior à procura…

As condições climatéricas nos países de onde o cacau é oriundo também não estão a ajudar…

Tal situação já se reflete no aumento dos custo do cacau – 24% desde o início de 2014

A subida de 24% do preço do cacau nos mercados internacionais desde o início de 2014 espelha a situação de desequilíbrio que se vive há vários anos. E que está a agravar-se. Segundo a Bloomberg, vão consumir-se nos 12 meses começados a 1 de outubro mais 70 mil toneladas métricas de cacau do que aquilo que produzirá no mesmo período, indica a Organização Internacional do Cacau. Os dois maiores produtores de chocolate do mundo, a Mars Inc. e a Barry Callebaut, estimam que este défice irá multiplicar-se para um milhão de toneladas métricas até 2020.

Mas afinal, o que é isto???

Mais um complô da industria farmacêutica para aumentar o consumo de ansioliticos e outros derivados?!

A isto some-se o estado da política e da economia nacionais e temos motivos de sobra para cortar os pulsos…

[acho que vou começar a criar stock lá em casa… pena mesmo é a data de validade não chegar até tanto]

|O chocolate está a esgotar-se|

|o lado feminino da questão – parte 2|

e a provar que a opinião feminina influencia os diferentes quadrantes da sociedade e da economia, eis que uma empresa americana de estudos de mercado apresenta um research bastante interessante: as mulheres exigem cada vez mais das marcas no que diz respeito aos anúncios publicitários.

infografia_adwomen

52% of those surveyed said they’d buy a product based on the company’s portrayal of women

|o lado feminino da questão – parte 2|

|entre linhas|

Perdi-me nas entrelinhas.

deixei-me levar pelo conjunto de “factos”, pelas provas, pelas evidências e desliguei-me das datas, dos meses e dos anos.

perdi-me nas teorias da conspiração, no enredo, nas testemunhas coagidas e outras desaparecidas.

de repente, foi como se levasse um soco no estômago. não estava preparada para o final daquela forma. ficou assim um sabor “agridoce”: gostei de ter sido apanhada de surpresa e fiquei danada por não conseguir confirmar as minhas próprias teorias.

Quando a noite cai

Basicamente, não sirvo para detective, tenho de conseguir concentrar-me mais.

Um bom livro, sem dúvida! E uma excelente companhia.

Seguem-se, agora, dois livros de Zadie Smith – White Teeth e On Beauty [adquiridos por 4,90€ na Fnac!!! Nem nas edições de bolso]

|entre linhas|

| 5 de Outubro |

Nas notícias, António Costa afirma pretender a reposição dos feriados de 5 de Outubro e 1 de Dezembro.

Com isto, o homem consegue um pontito na minha consideração… e meramente por interesses pessoais.

quero muito ver o cinco de outubro como feriado novamente.

foi a pensar neste dia que escolhemos a data do nosso casamento. não, não foi a coisa mais romântica do mundo, assim como a razão para nos casarmos também não foi totalmente romântica [nunca sonhei em casar, nunca sonhei em entrar numa igreja vestida de noiva. mas não me arrependo nem um pouco por assim o ter decidido].

o processo foi o mais racional possível:

temos casa

queremos viver juntos mas os pais estão contra a esta coisa do ajuntamento [ah, e tal, por que é pecado e é um desgosto que dás ao teu pai, e blá blá blá]

portanto, casamos para o ano.

quando?

humm… vamos ver o calendário…

quero casar no outono pois não gosto de dias muito quentes que me aborrecem [a mim e aos convidados] e eu gosto mais das cores do outono.

humm… ok, Outubro é um bom mês, pois está a começar a primavera no hemisfério sul, as viagens ficam mais em conta e sempre podemos escolher uma lua-de-mel lá por aqueles lados.

Sim, Outubro já não é época alta dos casamentos e devemos conseguir a igreja que queremos e o espaço que queremos sem dificuldade.

para a tua família não dá jeito casamentos ao sábado; eu não gosto de casamentos ao domingo… há feriados à segunda? pois, em outubro temos o 5, mas é à 3ª…

ok, casamos numa 2ª feira e no dia seguinte é feriado.

fazemos só jantar e noite dentro. os convidados têm o fim de semana para descontrair, as senhoras podem arranjar-se com calma de manhã e no dia seguinte toda a gente pode descansar…aliás, deve ser mais barato casar à 2ª do que à 6ª, ao Sábado ou ao Domingo…

Mais: nos anos seguintes poderemos sempre comemorar à vontade pois teremos sempre o dia seguinte livre!!!

Aaarrrgggghhhhh!!! Este Passos Coelho lixou-nos os planos!!!

Costa, se me estás a ouvir, põe lá de volta o feriado de 5 de outubro.

este ano ainda deu para perder a cabeça em festejos, mas para o ano já não dá…

| 5 de Outubro |