|companhia de final de tarde|

Uma excelente companhia! Obrigado, .j.!

[Sugestão de uma das minhas pessoas do coração]

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|companhia de final de tarde|

|a sentir-se nostálgica [se isto fosse o FB]|

falar de tempos que já lá vão há muito, de uma altura em que ainda estudávamos, de uma altura em que trocávamos as aulas pelas mesas do café ou pela sala de “jogo” da faculdade.

da altura em que fazíamos do nosso blogue uma enorme mesa de café, onde nos sentávamos à vez e dávamos conta das novidades… da nossa vida, tão problemática à altura, das notícias, dos livros e dos eventos.

de tempos a tempos volto lá, volto a ler algumas das coisas que nos atormentavam, que mexiam com a nossa disposição e que nos punham num alvoroço que só visto.

vidas complicadas, as nossas.

erasmus, estágios, projetos, lançamento de livros, famílias… toda a vida a pulsar. sangue quente na guelra.

naquela mesa sentamos durante alguns anos. fizemos programas de rádio, rascunhamos poemas, experimentamos receitas, deitamos as cartas procurando adivinhar o futuro.

nunca nos passou pela cabeça que, volvidos quase 10 anos, o futuro se apresentasse tal como é hoje.

desafios profissionais de elevado calibre, self made women, casamento, filhos, casas, novas casas, novos companheiros, novas pessoas. toda uma série de coisas que nunca nos ocorreu. quem poderia algum dia imaginar que uma de nós poderia estar hoje em Lisboa e amanhã em Tóquio? quem poderia imaginar que uma de nós teria uma declaração de amor escarrapachada num jornal nacional [de elevada tiragem]?

a vida atropelou-nos com uma série de acontecimentos inesperados. se, há 8 anos atrás, sentadas à mesa daquela que era a nossa sala preferida – o nosso blogue -, nos tivessem contado o que estamos a viver hoje, jamais acreditaríamos [há dois anos ainda não acreditávamos]. certamente seria brincadeira de alguém.

|a sentir-se nostálgica [se isto fosse o FB]|

|o valor dos irmãos|

só tenho uma, é certo, e nem sempre fomos a melhor amiga uma da outra.

separam-nos quase quatro anos e personalidades distintas.

se sou explosiva, ela é controlada; se sou irresponsável, ela é a pessoa mais confiável à face da terra; se sou infantil, ela é adulta desde que a conheço.

por vezes, invertemos  os papeis, mas continuamos a ser diferentes. irmãs, mas diferentes.

e entende-mo-nos agora melhor do que nunca, apesar das diferentes opções, apesar dos diferentes rumos que escolhemos.

tive ciumes, muitos.

aproveitei-me das conquistas dela e abri outros tantos caminhos para as duas.

sempre estivemos cá uma para outra… afinal, somos só as duas a segurar a ponta da corda que envolve a família que temos.

nunca pensei como seria se não a tivesse, nunca desejei não a ter como irmã para poder ter outra coisa qualquer.

E hoje, ao ler isto, apercebi-me do valor que a minha irmã tem e de como é bom saber que ela estará sempre por perto.

Nós não sabemos quanto vale um irmão. Nem pensamos nisso. Pensamos todos os dias no valor incomensurável dos filhos e dos pais, sabemos o quanto vale cada amigo, mas não contabilizamos os irmãos. É diferente com eles. É diferente porque os irmãos são de graça. Eles caiem-nos ao colo sem planeamento, sem poder de escolha, sem pensarmos nisso. Também é diferente porque nós crescemos com eles e crescemos juntos em tudo. Começamos desde pequeninos a lutar, a brincar, a discutir, a partilhar a casa de banho, o quarto, as meias, os jogos, os pais e os outros irmãos. Eles crescem a meias connosco e por isso acabam por ficar mais ou menos nós.

(publicado também no “i” do último sábado)

|o valor dos irmãos|

|Girls Night Out|

Sabem bem dias assim

dias que terminam em amena cavaqueira, com as amigas de sempre, nos locais de sempre

espera-nos um longo fim de tarde [certamente se prolongará noite dentro tantas são as conversas pendentes]

volvidos 14 anos continua a não faltar assunto nem tema de conversa, principalmente com um foco principal: as nossas vidas

não que sejam deveras interessantes, cosmopolitas, aventureiras, emocionantes ou “spicy”

mas são as nossas rotinas, o nosso dia a dia, as nossas emoções, as nossas conquistas, medos e angustias; são os nossos, os meus e os delas, os que conhecemos bem e os que nos conhecem como ninguém.

hoje matamos saudades.

e, fosse o S. Pedro um tipo mais porreiro, a noite poderia prometer muito mais.

 

 

[sim, somos do tempo em que se dançava ao som disto e era tão bom!]

|Girls Night Out|

|para o lanche|

às voltas no Pinterest encontrei uma imagem de um bolo que me fez parar, assinalar e clicar para saber mais….

um bolo simples, despretensioso, com uma mistura única de sabores…

Peanut Butter Chocolate Cake
Peanut Butter Chocolate Cake

a receita só apareceria no final do post…

até lá, algo que me fez parar para ler e pensar… quantas amizades já ficaram esquecidas no tempo? quantas amizades apenas subsistem graças ao mundo online? quantas amizades poderiam ser resgatadas com um copo de leite e uma fatia de bolo?

ao longo do tempo, algumas das minhas amigas foram ficando presas num passado já distante… o rumo que cada uma de nós seguiu encarregou-se de nos afastar e deixar apenas a memória de uma adolescência despreocupada e divertida, sem grandes planos para o futuro, apenas a viver do presente.

os dias passavam e as correrias entre a casa de uma e a casa de outra eram mais que muitas. um caminho que percorríamos quase desde os 6 anos de idade e que acabamos por o esquecer depois dos 18 anos.

não tínhamos telemóvel e ainda mal se usava a internet, mas sabíamos quando uma precisava da outra… sabíamos quando uma chegava a casa tarde e precisava de uma desculpa para os pais; sabíamos quando as coisas com o namorado da altura tinham corrido mal e uma estava a precisar de colo. simplesmente, sabíamos… sem mensagens, sem telefonemas ou sem estados do facebook.

um namoro mal resolvido, a entrada para a faculdade, uma nova residência levou a um afastamento que nunca mais teve volta. chegamos a encontrar-nos, uma ou outra vez, mas nunca mais foi a mesma coisa.

sei que a vida continuou para ambas, sei que novas vidas já preenchem as vossas vidas, sei que novos horizontes vos preenchem os dias e vos afastam das ruas que percorríamos em miúdas.

eu também já não percorro os mesmos caminhos, eu também tenho novos horizontes e uma nova vista que não a rua que partilhávamos.

mas não deixo de pensar se está tudo bem, não deixo de pensar no que mudou, não deixo de pensar que contornos têm agora as nossas personalidades.

não sei se, se ainda percorrêssemos as mesmas ruas, seríamos amigas… se conseguiríamos partilhar as diferenças que sempre nos caracterizaram… sei que penso muitas vezes que talvez precisem de mim como eu preciso de vocês… que talvez fosse bom voltar a estar perto e a partilhar um pouco da vida descontraída que tínhamos…

talvez fosse bom marcarmos um lanche lá em casa e sentarmos à mesa para falar dos últimos 14 anos.

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131Peanut Butter Chocolate Cake

qualquer dia pode ser que nos encontremos – nas ruas que percorremos na adolescência ou noutra rua qualquer – e que combinemos um lanche/um café ou que fique apenas pela troca de algumas palavras, de pé, junto à porta do carro ou à porta da casa de um alguém que ainda temos em comum.

qualquer dia pode ser que os nossos pensamentos se alinhem e que voltemos a adivinhar aquilo que faz falta a cada uma…

Peanut Butter Chocolate Cake
Peanut Butter Chocolate Cake

… ou talvez não, mas acho que ficaríamos a perder uma bela fatia de bolo…

|para o lanche|

|post lunch syndrome|

Um almoço na melhor das companhias fez despertar o desejo por uma tarde de pura inércia, de “dolce fare niente”, de dantismo à boa maneira queirosiana…

Um sono, uma preguiça que não é nada comum. Assim como não é nada comum a presença das miúdas durante a semana.

Um esforço adicional de concentração e motivação é exigido para aquilo que resta de uma semana de trabalho; são só mais algumas horas para entrar em modo fim de semana…

Até lá, fico na companhia da Carol e do telefone mesmo aqui ao pé de mim…

|post lunch syndrome|

|festas em família|

não há famílias perfeitas

assim como não há pessoas perfeitas

estas festas em família servem como partilha de tudo, do bom e do menos bom, mas tudo se releva pela paz e pelo bem comum

decidi observar os elementos mais pequenos da família, tentar perceber como têm crescido nos últimos anos, tentar perceber no que se irão tornar com o passar dos anos. apesar de não o querer, ainda continuo a distinguir entre os meus e os dele. talvez dependa de mim fazer com que os dele sejam meus também… talvez…

[fiz uma pausa enquanto escrevia e fui almoçar com uma das minhas pessoas que me deu a melhor notícia do mundo!!! Isto sim, é arrancar 2014 com esperanças renovadas! Venham de lá os meus e os dele porque o que se quer é casa cheia, muita alegria, muita festa e muita energia para um 2014 que promete! Como dizia alguém que adoro do fundo do coração: “ESTE” é o ano!, ou promete ser o ano com as maiores mudanças nas nossas vidas]

|festas em família|

|O melhor do meu ano|

Fonte: Pinterest
Fonte: Pinterest

2013 foi o ano do contributo para o aumento da taxa de natalidade… nunca, em ano algum, a minha família cresceu como este ano!

2013 começou com a notícia da gravidez da Ana e da Joana… A caminho estavam já o Tomás e o Xavier, que deram uma volta de 360º ao mundo que nós conhecíamos. Estas duas criaturas deram origem a uma nova etapa das nossas vidas, na vida destas minhas pessoas, na vida desta família do coração.

Pouco depois da Páscoa soubemos que a Laura vinha a caminho… arrisca-se, seriamente, a ser o bebé do ano, pois deve estar mesmo aí a estourar. será mais uma Araújo para este clã de mulheres fortes e determinadas, que estava a ser dominado por uma terceira geração do sexo masculino.

A meio do ano chegou a Bárbara, uma das princesas da família e que vem perpetuar o legado dos Araújos neste mundo [nunca mais esquecerei a noite de 20 para 21 de julho! uma noite longa em que, sem saber que a M. já se encontrava no hospital, tive dores horríveis e sonhei com partos durante toda a noite! desconfio que tive dores de parto, mesmo que não saiba o que isso é…a M. é uma irmã de pais diferentes, mas uma irmã de verdade; tanto que conta agora com a minha mãe para ocupar um pouquinho do vazio deixado pela ausência da minha tia].

Por esta altura, o núcleo cá de casa regozijava-se com um novo membro a caminho! a minha irmã anuncia que está grávida e, à 2ª ecografia, a médica fez-nos querer que uma princesa Sofia vinha a caminho… Não é uma princesa Sofia, mas será um príncipe Diogo [isto se o meu afilhado não voltar a mudar de ideias quanto ao nome do irmão mais novo] que chegará mesmo a tempo da Páscoa.

Ainda antes do final do ano, a Tânia confirma as minhas suspeitas: mais um bebé a caminho! Ainda é cedo para saber se será um ele ou uma ela, mas é mais um a aumentar o círculo das minhas pessoas! É mais um a fazer dos meus dias, dias muito mais felizes!

No que à minha família diz respeito, estamos a contribuir ao máximo para a renovação de gerações!

2013 foi, claramente, um ano muito “fértil”… fértil de coisas boas, de esperanças renovadas, de novos rumos, de novas vidas… foi um ano intenso, com muita emoção à mistura e marcado por grandes mudanças.

2013 foi, claramente, um ano recheado de pequenas pessoas… de pequenas pessoas com o dom de mudar o meu e o nosso mundo. estou a apostar todas as fichas nestas crianças e tenho a certeza que não me irei enganar.

Faltam ainda um pouco mais do que 24 horas para o início de um novo ano… não estamos à espera de mais nenhuma surpresa, mas… nunca se sabe! 😉

|O melhor do meu ano|

|kit fim de ano|

[ou kit essencial para festas]

DIY-New-Years-Eve-Favors-OSBP-12
Kit SOS Rambóia
DIY-New-Years-Eve-Favors-OSBP-11
Kit SOS Rambóia

 

A ideia não podia estar melhor conseguida e no timing perfeito!

As festas estão aí e com elas tudo o que é excessos…

Nada melhor do que aproveitar a época natalícia e brindar os seus com um mimo especial – e a pensar no bem estar de cada um 😉

 

Para mais pormenores, consultar aqui – Oh So Beautiful Paper

|kit fim de ano|

[as coisas boas são para partilhar]

e este vídeo é completamente irresistível!

Não apenas por que quem está por detrás disto está-me no coração, mas também por que este é um exemplo do que se pode fazer de extraordinário com imaginação, criatividade e muita, muita dedicação!

As miudas da Cultureprint e esta “coisa” do BAIRRO DOS LIVROS trouxeram uma nova vida à cidade do Porto! Elas fazem magia com tudo aquilo em que tocam!

Desta vez, não poderei estar presente no dia a dia, mas vou aparecer por lá sempre que me for possível, para respirar um pouco desta magia e desta inspiração!

[as coisas boas são para partilhar]