|back from outta space|

parar.

parar durante uns dias para organizar e arrumar a casa.

é altura das limpezas de primavera, é tempo de lavar paredes, abrir janelas e chafurdar na água que irá lavar toda a morrinha do inverno.

as limpezas de primavera permitem arrumar a cabeça, organizar as estantes, arrumar assuntos e arranjar espaço para novos temas, novas letras, novas ideias.

parar nesta altura do ano é imprescindível. esta pausa trará novo fôlego para novos projetos, trará uma energia renovada.

apesar de tudo o que as mudanças e as limpezas têm de bom, esta pausa teve um sabor um pouco agridoce. é difícil descolar da pele o sabor ácido de outros tempos, do tempo em que ficar por casa se devia ao sentimento de inutilidade que me haviam imputado.

um sabor agridoce devido ao sentimento de culpa por tudo e por nada que me assola. culpa por não ser omnipresente, culpa por não ter mais do que dois ombros nem mais do que dois braços. culpa por não ter super-poderes que me permitam resolver os meus e os problemas dos outros.

muita água já rolou, muita espuma já se formou e lavou os dias que se passaram.

é altura de voltar. é altura de regressar, arregaçar as mangas e agarrar em tudo o que há de bom. é altura de dar espaço para que coisas possam ter lugar e espaço para acontecer.

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Para bater à porta...

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