|chamam-lhe “democratização”|

há até quem lhe chame “progresso”, “evolução”.

o certo é que, hoje em dia, todos nós comunicamos. todos temos algo a dizer e podemos fazê-lo para uma vasta audiência [e aqui, contra mim falo, pois dedico-me a escrever neste espaço coisas que não interessam nem ao menino Jesus]. e muitos de nós escudam-se no monitor e no teclado e tecem longos e aprofundados comentários por essas redes sociais fora, nos fóruns dos órgãos de comunicação, etc. dissertam sobre a vida dos outros, opinam sobre os “casos do dia”, prestam [ainda] aconselhamento aos mais diversos níveis. de forma gratuita. sabem de cor o que os outros pensam ou dizem pensar, e que aquilo que dizem não é o mesmo que aquilo que pensam. e comentam-no. nas redes sociais ou nos fóruns. por vezes, comentam a vida privada dos mesmos, dos visados nos artigos de opinião ou noticiosos.

nada contra.

a não ser o assassínio da língua portuguesa [mesmo que digam que a culpa é do Novo Acordo Ortográfico].

é vê-los a confundir os “ás” com os “às”, os “às” com os “hás”, o “-se” com o “sse”… são tantos, mas tantos os exemplos que por aí andam!!! mesmo em órgãos de comunicação social de referência, mesmo em comentários de pessoas aparentemente eruditas e que até dominam o tema, mesmo em artigos de pessoas chamadas de “líderes de opinião”.

a título de exemplo:

“foje-lhe a boca para a verdade”

“estives-te muito bem”

“sem doze nenhuma de realismo”

“self-made mans”

“ainda à muita coisa mal explicada”

“quéro ver”

“à indicios que”

não sou o suprassumo da língua portuguesa, não digo que não erre [e escrevo essencialmente com minúsculas no início das frases porque me apetece, apenas e só, digam lá o que disserem]. tenho dúvidas muitas vezes, e faço do Priberam o meu melhor amigo, e uso e abuso do Google Translator, e escrevo e reescrevo vezes sem conta para ver se me parece bem [ok, às vezes, escrevo de rajada. só porque me apetece]. tento ter cuidado com a forma pois pode adulterar todo o conteúdo, e toda a minha intenção.

já não me chegam os facebooks desta vida, onde temos que fazer um esforço sobrehumano para perceber o que lá está escrito. É o “assério”, o “ama mos”, o “amote”; é a falta de acentos [e não de assentos], a falta de pontuação, a falta de lógica. são, muitas vezes, as frases longas, sem pontos nem vírgulas, e que perdem todo o sentido ao fim de quatro linhas.

é o nosso idioma, caramba! no mínimo, devemos saber o que estamos a escrever e como estamos a escrever!

o problema não são as letras pequeninas de muitos contratos. muitas vezes, o problema está no facto de se desconhecer a língua portuguesa.

parece-me crítico, no mínimo.

[ou isto é apenas Monday Mood]

Advertisements
|chamam-lhe “democratização”|

4 pensamentos sobre “|chamam-lhe “democratização”|

Para bater à porta...

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s