|call center|

tiram-me do sério estas pessoas que se julgam no direito de saber mais sobre a minha vida do que eu própria, que se julgam no direito de opinar sobre as minhas decisões quando, supostamente, serei eu a pagar pelo serviço.

está na moda ligarem por tudo e por nada.

ele é telecomunicações, ele é electricidade, gás de cidade e seguros de saúde. para já não falar dos cartões de crédito que não implicam abrir conta num novo banco, anuidade ou qualquer custo associado. dizem eles.

procuro ser educada, pedir para que não liguem no horário de trabalho, pedir para que não incomodem pois não estou minimamente interessada.

educadamente, tento apelar ao bom senso explicando que estão a perder tempo comigo; tempo esse que podem utilizar para contactar outro potencial cliente [a sério que lhes digo mesmo isto]. em última instância, digo mesmo que estão a perder tempo e a fazer-me perder tempo.

mas hoje conseguiram ultrapassar todos os limites.

uma empresa, a qual já me tinha contactado anteriormente depois das 21h30 e à qual eu já tinha explicado as razões pelas quais não queria subscrever o serviço, voltou a contactar-me hoje. 5 vezes em 30 minutos, para ser precisa.

à 5ª vez atendi para pedir que não me ligassem mais. expliquei, sucintamente, que não estava interessada pois, fazendo os cálculos com as diferentes ofertas dos diferentes players no mercado conseguiria apenas uma poupança próxima dos 5€/ano. pelo que disse “acho que não compensa, não é razão suficientemente forte para eu mudar de prestador”.

do outro lado ouço “mas eu acho que compensa”

WTF????

Hein????

ouvi bem????

– desculpe – disse eu – acho que quem tem de decidir isso sou eu e não estou mesmo interessada no vosso serviço.

– o que lhe custa perder 3 minutos a falar comigo?

WTF????

está tudo doido???

não chega sentirem-se no direito de “achar” sobre a forma como eu giro as minhas despesas como ainda querem gerir o meu tempo?!

sei que estão a trabalhar, que este é o seu trabalho e que é realmente muito chato quando não conseguem vender. mas, depois de ter informado, educadamente, que já tinha falado com outro colega e que não estava interessada, acho que é tempo de me respeitarem a mim também.

respeito muito o trabalho, o dos outros e o meu.

mas não consigo ser tolerante com quem, sem me conhecer, acha que sabe mais sobre mim do que eu própria. lamento.

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7 pensamentos sobre “|call center|

  1. Eu já atendo a maior parte destes contactos telefónicos com duas pedras na mão. A sorte de quem está do outro lado, é que não consigo ser mal-educada. Às vezes sou seca e um nadinha agressiva, no sentido de “não, não é oportuno, estou a trabalhar, ou a fazer alguma coisa mais importante do que vos estar a gramar”, mas nunca lhes desliguei o telefone na cara, precisamente porque sei que também não o fazem gratuitamente, mas sim porque “faz parte”. É até um dia… 😡

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    1. Verdade, Mia, mas sentirem-se no direito de opinar…
      Eu também estou com a área comercial mas nem por isso descuro uma das máximas da gestão comercial – saber ouvir o cliente.
      Não é fácil mas é essencial.

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  2. Tem acontecido o mesmo comigo, mas raramente contestam as minhas explicações. Um destes dias comentei com a pessoa que me estava a contactar (telecomunicações), extremamente bem-educado que já tinha pedido aos colegas anteriores para colocarem uma anotação à frente do meu contacto, no sentido de não me contactarem, dado que a razão que apresentava ser mais do que suficiente para não aderir para já ao serviço. Resposta: ‘percebo, mas somos obrigados a ligar todos os meses para todos os clientes’. Ok! Reservo-me ao direito de nem justificar a minha decisão, dizendo apenas que não posso atender.
    Sabes, trabalhei há uns bons anos ‘do outro lado da barricada’, digamos assim, nomeadamente em estudos de mercado e não é fácil. Trabalhei em horários diurnos, à noite, nos feriados (1 de Novembro, por exemplo) e aos fins-de-semana. Há uma coisa que temos de ter sempre presente em cada telefonema, seja qual for a altura do dia: respeitar quem está do outro lado. E um ‘não’ é um ‘não’. Ponto final.
    Para tudo há que ter civismo, sentido de responsabilidade e de ética. Infelizmente isso começa a escassear em muitas áreas da nossa sociedade.
    Beijinhos*

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    1. Eu percebo, Carla. Eu também trabalho com a área comercial… Já trabalhei ao balcão e ainda hoje recorro a telefonemas para agendar reuniões com fins comerciais…. Percebo as regras e percebo que seja necessário ligar, quanto mais não seja para cumprir objetivos [entenda-se, números]… e, até hoje, sempre foram atenciosos e respeitadores… Tanto é que, quase sempre, atendo a chamada e informo que não estou interessada. Por perceber o que é estar “do lado de lá” tento sempre manter o espírito colaborativo, mas não suporto quando passam além dos limites.
      Obrigado pela partilha 😉
      Beijinhos

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Para bater à porta...

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