|porque isto também é amor|

sentir um aperto no peito porque ela está lá, no centro dos acontecimentos.

porque ela deixou o conforto de casa, deixou o abraço dos seus, deixou a segurança do seu bairro e partiu para lá.

partiu para o meio da multidão mais silenciosa de sempre, para ouvir, ver e sentir o pesar, a indignação, o medo e a revolta.

por cá ficou um nó e um estado de alerta, uma busca constante por notícias para saber se está bem, para saber como está a lidar com toda a avalanche de emoções que lhe percorrem o corpo, desde a ponta dos pés à ponta dos cabelos.

por cá ficou também a certeza de sermos um ponto de abrigo. ficou a certeza que haverá braços abertos, ombros amigos, sopa e chá quente e uma boa dose de vozes, cheiros e rostos conhecidos à sua espera.

por cá ficou a certeza que estes dias passarão rápido e que todo o tempo do mundo não será suficiente para partilhares o que estás a viver.

mas tempo é o que nós temos de sobra.

“Gente a perder de vista à nossa volta (e por cima de nós, nas varandas dos prédios enormes) e barulho zero. É como se estivesse no maior funeral de sempre. E estou mesmo. Vejo pessoas em grupo: amigos, famílias, pais, avós, netos. Bebés de colo e senhoras de bengala. Ninguém ri à gargalhada, ninguém brinca de forma espalhafatosa. Esta marcha está para começar há horas e pesa, o ambiente pesa. Tudo isto é grave, tudo isto é triste.” Joana Beleza, em Paris.

|porque isto também é amor|

Para bater à porta...

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