|o lado feminino da questão|

agrada-me – se é que assim o posso dizer – perceber que há homens que se preocupam com a questão da felicidade feminina.

que há homens que se preocupam com a qualidade de vida das mulheres.

que há homens que se preocupam com a evolução da espécie, garantida pela influência positiva dos indivíduos do sexo feminino.

desde que em casa e a partir de casa.

desde que regressem ao lar.

desde que seja em prol da felicidade do esposo e dos filhos.

“as mulheres não queriam – com toda a razão – parecer-se com os homens. Queriam continuar a parecer mulheres, embora com direitos iguais.”

talvez a única parte em que estejamos de acordo.

tudo o mais me parece obtuso e demasiado “queirosiano”. partilho da opinião de alguns dos comentários que o artigo mereceu, e não deixo de considerar deprimente esta forma de pensar. nem o meu pai, nascido nos anos 50 e de educação tradicional, tem este tipo de abordagem sobre o papel das mulheres na sociedade [apesar de inúmeras vezes apregoar que criar uma filha é diferente de criar um filho].

a emancipação da mulher surge aqui como o acontecimento que despoletou toda a crise que agora vivemos, seja ela crise financeira ou crise de valores.

sem procurar alongar-me sobre um tema que poderá ser deveras discutido mas sem nunca levar a lado nenhum, deixo apenas o meu ponto de vista.

Em casa, ninguém ajuda ninguém; fazem ambos apenas aquilo que lhes compete para que haja equilíbrio, harmonia. A opção de ficar em casa – quer seja homem, quer seja mulher – deve apenas refletir uma opção consciente e ser o garante da felicidade, quer a título individual, quer a título coletivo, ou seja, no núcleo das relações pessoais.

 

|o lado feminino da questão|

Um pensamento sobre “|o lado feminino da questão|

  1. Numa realidade em que a mulher passa a trabalhar fora. O homem tem de começar a ter um papel mais presente em casa para as tarefas. Elas competem a todos os que habitam a casa. Infelizmente, ainda se observa esta ideia. O meu pai é extremamente maxista, e sempre sublinhou: tens de aprender a cozinhar, limpar a casa, que homem te vai querer se não souberes cozinhar para ele. E acho ridiculo e sempre respondi irritada: ou estarei sozinha ou estarei com um homem que cozinhe para mim. Eu não aceitarei estar com alguém que ache que eu é que tenho obrigações em casa. Assim como eu não espero que me sustentem, gosto da minha independência financeira, ele não pode esperar que eu faça tudo em casa.
    Beijocas*

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