. nervoso miudinho .

Ainda estou com aquela sensação de nervoso miudinho que me remexe as entranhas… parece que tenho um qualquer teste de matemática ou algo para o qual não estou minimamente preprarada…

respiro fundo e o ar ainda custa a chegar aos pulmões…

 

. sinto-me um tanto ao quanto ridícula .

 

mas já passou… ou já vai passar…

ontem a Catarina veio ao Porto apresentar o seu livro…

já o tinha comprado na 6ª feira mas ainda não o tinha terminado de ler… queria lê-lo o quanto antes, queria termina-lo antes de a conhecer… tal como um jornalista, queria estar preparada antes de a conhecer…

já algum tempo que acompanho o seu blogue e que me emociono com o que escreve… parece uma pessoa real, alguém com medos e angústias, alguém que falha e se supera, dia após dia…

ontem não me foi possível assistir à apresentação do livro – obrigações de filha impediram-me de estar na Latina a horas decentes – mas hoje não queria falhar o Mercadito da Carlota.

E lá fui… munida do meu livro acabado de ler, de forma a que pudesse regressar a casa com um simples autógrafo… completamente fora do meu elemento, completamente às escuras e sem qualquer rede de segurança.

nunca pedi um autógrafo a ninguém… nunca tive ídolos que me fizessem percorrer um quilómetro que fosse para os conhecer pessoalmente… nas apresentações de livros, ficava nas filas de trás a ouvir e a ouvir e saía sempre de lá a pensar como tinha sido estúpida e infantil por não ter sequer dado os parabéns pela obra ao seu autor…

hoje foi diferente [ops! acho que não dei os parabéns! again!!!]

dirigi-me ao Mercadito a medo e encontrei a Catarina numa pequena secretária… um salão cheio de gente, cheio de miudagem, de papás, mamãs e seus rebentos, faziam parte do cenário…

falei muito, ouvi pouco… saí completamente do meu quadrado e sinto-me ridícula por isso… sem dúvida, falei demais, falei coisas que não falo a pessoas que conheço há bastante tempo – estou a precisar de terapia, claramente!

mas, pelo menos, não voltei para casa com a sensação de que podia ter falado, podia ter-me apresentado, podia ter conhecido a pessoa por detrás das palavras…

Assim, pude conhecer a Catarina e constatar que a imagem mental que criei corresponde à realidade… é real – bem real – e tudo o que escreve ganhou agora novos contornos.

Tal como o mostra no livro e no blogue, a Catarina é optimista e feliz por convicção, e isso está presente nos seus gestos, nas suas palavras e no seu olhar…

mesmo me sentindo ridícula, mesmo sabendo que não fui nem um pouco razoável e talvez até inconveniente, sinto-me feliz por ter decidido conhecer a Catarina.

Dias de uma Princesa - Catarina Beato

 

E Parabéns pelo livro, pela escrita e pela pessoa!

. nervoso miudinho .

Para bater à porta...

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