Das medidas que nos categorizam

Pelo facto de ter sido sempre a mais alta da turma, uma das mais “fortes”, uma verdadeira “maria-rapaz”, sempre me viram como uma pessoa forte, optimista e capaz de lidar bem com todas as situações.
Uma pessoa que nunca precisou que tomassem conta dela, que lhe pegassem ao colo e lhe enxugassem as lágrimas…

Fui crescendo com esta imagem de “pessoa grande” e crescendo com a ideia que sou “indestrutível”, que não sou frágel e que enfrento capazmente ventos e tempestades.

Eu própria me revi nessa imagem e ajudei a consolidá-la.

Não gosto de ficar à espera que façam ou falem por mim, não gosto que me vejam como uma pessoa frágil, não gosto que conheçam os meus medos e as minhas angústias…

Sempre falei muito e facilmente os outros julgam a minha vida como um livro aberto… que assim seja. que saibam apenas aquilo que eu lhes permito e que me vejam como essa pessoa forte, capaz de pegar num pequeno móvel ou num garrafão de água para a máquina sem precisar da ajuda de um dos rapazes.

mas hoje sinto-me pequenina, frágil, a precisar de colo… já há um mês que fiquei pequenina apesar de o espelho me devolver a imagem de gente crescida…

Por hoje, quero ser esta pessoa pequenina… amanhã, ao acordar, serei crescida outra vez… mas deixem-me adormecer pequenina… por hoje…

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Das medidas que nos categorizam

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